quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Água Para a Vida, Não Para a Morte

Prezado Ministro Carlos Minc Baumfeld (re: Água para a Vida)

Agradeço a atenção dos senhores, e retorno do meu e-mail, encaminhando o anexo, e a solicitação para providências; enviada pelo Ministro através da:

Prezada Senhora
Chiara Laboissiere Paes Barreto
Analista Ambiental
Chefia de Gabinete do Ministro
Ministério do Meio Ambiente

Sua mensagem foi encaminhada ao Assessor Especial do Gabinete Luiz Antônio Carvalho que trata da questão das comunidades atingidas por barreiras e, também, à presidência do Ibama para conhecimento e providências.

Povo Brasileiro, 31/05/2009
Senhores Parlamentares, Justiça Soberana 8


Em decorrência do acidente em 28/05/09 , que rompeu a parede da Barragem de Algodões I , no município de Cocal Piauí, devido estar com fendas, e seu sangradouro bloqueado, enquanto nossos irmãos em total desespero, vendo impotente tudo ser arrastado pelas águas, pedimos a paz para os mortos e que dê esperança de viver aos sobreviventes.

Tragédia como esta que causa sofrimento ao povo brasileiro, tornou-se freqüente em nosso País. Quando o povo não é prejudicado pelas enchentes provocadas pela invasão das barragens, é prejudicado pela expulsão das suas terras para dar lugar a construção das usinas hidrelétricas.

“Águas Para a Vida, Não Para a Morte” . Usina Hidrelétrica! Não é Energia Limpa utilizadas e construídas da forma como está acontecendo no Brasil; sem regras, sem plano de gestão, aonde qualquer consórcio dita as normas, participa dos leilões, vende a energia por alto custo, utilizando nossa água, contaminando nossos rios, tratando o trabalhador brasileiro como escravo, pagando salários de mão de obra escrava.. Isso não está certo!.
- Além dos consórcios maltratarem o trabalhador, maltratam também o desapropriado expulsando-os de suas terras causando-lhes perda da auto-estima, deixando-os dormindo em barracas ao longo das estradas, sem dinheiro, desesperados.
- Para a construção das Usinas, cabe ao BNDES obrigatoriamente como norma, exigir a documentação legal, procedente e verdadeira, para liberar as verbas que muitas vezes é do FAT – Fundo de Amparo ao Trabalhador.
- Ao inundar e destruir milhares de hectares de florestas e vegetação nativa, as barragens lançam na atmosfera toneladas de gases de efeito estufa, como o gás carbônico e o metano. Esses gases são provenientes da decomposição do material orgânico inundado.
- Cientistas têm alertado que grandes barragens podem ter o maior impacto climático por unidade de energia gerada que a geração com base em combustíveis fósseis, como as usinas de carvão.
- No Brasil, em particular, grandes hidrelétricas como Barra Grande e Tucuruí foram construídas para abastecer a indústria do alumínio, considerada “eletro intensiva”.
- Estas construções são proibidas de se instalar em países europeus e no Japão. Essa indústria gera poucos empregos, polui o meio ambiente e recebe energia elétrica a preços subsidiados com perda de 40% pelo governo, que descarrega o prejuízo no bolso do cidadão brasileiro pelo alto custo cobrado pela energia.
- Tudo isso, para exportar uma matéria-prima barata para os países ricos, que eterniza nossa condição de país dependente e atrasado. Alternativas Existem. Um novo modelo energético deve colocar a água e a energia a serviço e sob controle do povo brasileiro.
- Para isso, é necessário acabar com os subsídios públicos nas contas de luz das grandes empresas e garantir tarifas justas para a população mais pobre.
- Investimentos em eficiência energética, diminuição das perdas nas linhas de transmissão e retencialização das usinas hidrelétricas já construídas, aliadas ao desenvolvimento das fontes alternativas (solar, eólica, biomassa, geotérmica e das marés) tornarão desnecessárias a construção de novas barragens no Brasil.
- Em eletricidade, o Brasil ocupa no mundo uma posição semelhante à da Arábia Saudita em petróleo. Graças a isso, mais de 90% de nossa capacidade de geração se baseia em duas coisas gratuitas, a água das chuvas e a força da gravidade.
- Bacias hidrográficas generosas, com centenas de rios permanentes e caudalosos, se espalham por grandes regiões – Sul, Sudeste, Nordeste, Centro-Oeste e Norte – cujos regimes de chuvas são bem diferentes. Por serem rios de planalto, seguem trajetórias em que, de modo geral, a declividade é suave. Quando barrados, formam grandes lagos.
- São energia potencial estocada. É só fazer a água cair, passando por uma turbina, que geramos a eletricidade mais barata do mundo, de fonte renovável e não poluente. Se as barragens forem construídas em seqüência, ao longo do curso de um rio, a mesma gota d água é usada inúmeras vezes, antes de se perder no oceano. Alocando recursos hídricos com planejamento e gestão a nível nacional de forma integrada com gestão de planejamento em meio ambiente. Os gestores deverão zelar.
- Os exploradores das Usinas deverão pagar pela água utilizada, ou pela energia produzida, o subsídio deve ser cortado; aplicar multas altíssimas por desrespeitar o meio ambiente. Se houver um planejamento estratégico eficiente em gestão poderá ser alienado plano de transporte fluvial, para isso deve-se tomar cuidado para não permitir moradias ou fábricas ao longo dos rios.
- Preservar as nascentes, grutas, cachoeiras. Quanto melhor é a água de um rio, ou seja, quanto mais esforços forem feitos no sentido de que ela seja preservada, tendo como instrumento principal de conscientização da população a Educação Ambiental.
- Melhor e mais barato será o tratamento desta água e, com isso, a população só terá aganhar.
- Mas parece que a preocupação dos técnicos em geral é sofisticar cada vez mais os tratamentos d água, ao invés de se aterem mais à preservação dos mananciais, de onde é retirada água pura. Este é o raciocínio – mais irracional – de que a técnica pode fazer tudo.
- Técnicas sofisticadíssimas estão sendo desenvolvidas para permitir a reutilização da água no abastecimento público, não percebendo que a ingestão de um líquido tratado com tal grau de sofisticação pode ser tudo, menos o alimento vital do que o ser humano necessita. Ou seja, de que adianta o progresso se não há qualidade de vida? A única medida mitigadora possível para este problema, na situação grave em que o consumo da água se encontra, foi misturar e fornecer a população uma água de boa procedência com outra de procedência pior, cuidadosamente tratada e controlada. Vejam a que ponto teremos que chegar.
- Portanto, a meta imediata é preservar os poucos mananciais intactos que ainda restam para que o homem possa dispor de um reservatório de água potável para que possa sobreviver nos próximos milênios.
Bacia do Rio Amazonas – 3.900 milhões de Km ²
Bacia do Tocantins-Araguaia – 767.000Km²
Bacia do Norte / Nordeste – 996.000 Km²
Bacia do São Francisco - 631.000 Km²
Bacia dos Rios da Região do Atlântico Sul trecho Leste – 569.000 Km²
Bacia do Rio Paraná – 1.237.000 Km² formada por 8 sub-bacias
Bacia do Rio Uruguai - 176.000 Km²
Bacia dos Rios do Atlântico Sul trecho Sudeste – 224.000 Km²

Os especialistas estrangeiros em hidroeletricidade vinham até nós, para aprender, e nos invejavam.

- Que país não gostaria de ter um sistema energético limpo, renovável, barato capaz de estocar combustível para cinco anos, apto a transferir grandes blocos de energia do Sul para o Norte, do Nordeste para o Sudeste, gerenciando de forma integrada bacias hidrográficas fisicamente distantes milhares de quilômetros? Que planejador não sonharia pilotar um sistema que lhe dá vários anos de folga para tomar decisões, pois absorve sem nenhum problema qualquer descompasso presente entre oferta e demanda?.
- No governo Fernando Henrique começou a operação – desmonte.
- O governo FHC entregou a charada a uma empresa inglesa, A Coopers & Lybrand, com a orientação de privatizar tudo! Fernando Henrique foi mais realista que o rei.
- Em suas mãos o melhor sistema hidrelétrico do mundo, o motor da economia brasileira, mas colocou a venda as usinas hidroelétricas que já existiam; - A antiga Eletrosúl (hoje) Gerasul (virou Belga). Cerj RJ (virou Chilena) , a Coelce (CE), a Coelba (BA) e a Celpe (PE), (virou espanhola); e assim por diante. Tudo com dinheiro do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), retirado do nosso salário.
- Em 1998, o BNDES, gerente do FAT, repassou R$ 5 bilhões para financiar os grupos privados que compraram estatais do setor elétrico. O BNDES é proibido para financiar estatais, por ser um Banco Fomento. Total conivência, tudo errado.
- Em plena era Reagan, os EUA, pátria do liberalismo, haviam tomado o cuidado de preservar sob controle estatal o seu sistema de geração hidrelétrica, parte do qual continua a ser operado diretamente pelo Exército. Isso se explica, de um lado, pela necessidade de preservar nas mãos do Estado o núcleo estratégico do sistema energético. Sem o qual o país pára. De outro, porque gerenciar hidrelétricas é gerenciar as reservas de água, com implicações diretas sobre abastecimento, irrigação agrícola, navegação interior, meio ambiente, pesca, turismo e inúmeras outras atividades.
- A França foi muito mais radical: seu sistema elétrico permanece estatal e monolítico.
- E o pior não parou ai!, quem pode ficar para sempre como aquele que finalmente cedeu ao poder econômico do mega-empresário Antonio Ermírio de Moraes é Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente que se diz defensor dos pobres e do meio ambiente.
- O mesmo presidente que no debate ocorrido na TV Bandeirantes durante a corrida presidencial de 2006, declarou perante o Brasil que não deixaria que o Antonio Ermírio construísse a Usina no Vale do Ribeira. Mas o esquecimento de palavras e negação de discursos tem se tornado quase diário na vida de Lula.
- Foi publicado parecer do IBAMA colocando que a barragem trará mais impactos positivos do que negativos, com projeto repleto de imoralidade e recheado de irregularidades dos mais diversos níveis a começar pelo estudo de Impacto Ambiental (EIA)

01) Barragem de Tijuco Alto - Interesse da Votorantin é exportar energia barata do Vale do Ribeira para o mundo. O lucro fica com a Votorantin. E a população do Vale já sabe que serão contratados por serviços temporários com mão-de-obra barata apenas durante a construção; e 60 empregos fixos, com mão-de-obra altamente especializada e importada de outras regiões do país. A começar pelo próprio Estudo de Impacto Ambiental (EIA) no qual a consultoria contratada foi a CNEC Engenharia, empresa do grupo Camargo Corrêa, que vem sendo parceira da CBA em outros empreendimentos Brasil afora. Será que a CNEC faria um estudo idôneo, imparcial? Certamente que não.
- A Camargo Corrêa é uma das participantes do Consórcio Via Amarela e uma das responsáveis pelo buraco do metrô em São Paulo. Outro consórcio – Enercan – formado pelo Banco Bradesco, Votorantin e Camargo Corrêa.
- Foi responsável pela rachadura de uma barragem em 2006 no município de Campos Novos (SC) Relações incestuosas, incompetência, perigo... Dá para confiar na CNEC e na CBA? A população faz protesto contra a construção da Usina.
02) Usina Hidrelétrica Foz do Chapecó construção do complexo industrial da Votorantin Celulose e Papel operários que trabalham na construção da usina hidrelétrica paralisaram as obras.
Um trabalhador foi espancado pelos seguranças das empresas responsáveis pela obra, que são a Votorantin, Camargo Corrêa e Bradesco.
As queixas, novamente foram: impedidos de comer, pois a empresa não permite refeições fora dos horários estabelecidos; a rotina no alojamento como a de uma prisão, não podem sair quando querem, baixos salários, baixa qualidade da alimentação, insegurança no trabalho, aqueles vítimas de acidente de trabalho não tem recebido tratamento adequado, repressão interna.
As empresas donas das hidrelétricas para obterem altos lucros, submetem os trabalhadores a uma situação quase que de trabalho escravo.
O estudo feito pela ONG Defensoria da Água, a Votorantin está entre as dez empresas que mais poluem as águas no Brasil.
03) Usina Hidrelétrica Serra da Mesa - GO grupo privado VBC (Votorantin,Bradesco,Camargo Corrêa possui 51%) e a estatal (Furnas 49%?) das ações
Foram expulsas da região, 3.700 famílias atingidas, nenhuma família foi contemplada, as famílias não receberam qualquer aviso antecipado, muito menos indenização
As famílias com sérios problemas financeiros morando em cabanas, com auto estima abalada.
A empresa construtora começou a fazer acordo prolongado até o ano de ? 2011, para beneficiar as 800 famílias desamparadas.
04) Usina Hidrelétrica de Barra Grande –RS consórcio formado pelo grupo Votorantin, Bradesco,Camargo Corrêa, Alcoa e CPFL – fraude em estudo de Impacto Ambiental (EIA/RIMA) elaborado pela empresa de consultoria Engevix,.
A existência de dois mil hectares de florestas virgens de araucária e mais outros quatro mil hectares de florestas em estágio avançado de regeneração, foi completamente ignorado pelo relatório aonde dizia: “pequenas culturas, capoeiras ciliares baixas e campos com arvores esparsos” alegando que a área inundada não tem grande significância.
A omissão do órgão fiscalizador é de total irresponsabiliddade. São milhares de pessoas que perderam casa, trabalho regular e demais fontes alternativas de renda, relações sociais estáveis e a posse da terra.
A empresa começou a encher o lago da usina sem licença ambiental, o que em tese configura crime de acordo com a Lei de Crimes Ambientais.
- Obra com financiamento do BNDES. Pergunto? O BNDES para liberar qualquer verba tem que obrigatoriamente exigir toda documentação, de acordo como manda a Legislação; porque não cumpre a sua função de Banco Fomento do Governo, custeado pelo povo brasileiro, e cumpre as normas com rigor.
05) Usina Hidrelétrica em Rondônia (698km.Porto Velho) Rompimento grupo privado Cebel (Centrais Elétricas Belém S/A) com volume estimado em 3,1 bilhões de litros de água e cerca de 40 metros de altura.
O acidente colocou em risco moradores das cidades de Pimenta Bueno e Cacoal, cortadas pelo rio Comemoração ou Melaço onde fica a usina. Os moradores de Pimenta Bueno que haviam sido desalojados retornaram as suas casas.
O consórcio Vilhena formado pelas empresas Schahim Engenharia e Empresa Industrial Técnica, responsáveis pela obra, foram multadas. Pergunto? e as vítimas foram resarcidas?
06) Usina Hidrelétrica de Estreito Divisa de Tocantins com o Maranhão, na cidade de Estreito. A construção da Usina Hidrelétrica com potência de 1.087 MW, trará impactos sociais e ambientais para a população de Estreito, e atingirá 12 municípios.
Estima-se que mais de 20 mil pessoas serão desabrigadas. Um lago de 555 Km2.de superfície, com 400 Km². de terras inundadas será o mais novo cenário na divisa do Estado do Tocantins com o Maranhão, na cidade de Estreito.
A construção da Usina Hidrelétrica trará impactos social-ambientais para a população de Estreito, e atingirá 12 municípios dez no Tocantins: Aguiarnópolis, Darcinópolis, Babaçulândia, Filadélfia, Palmeirante, Barra do Ouro, Goiatins, Itapiratins, Palmeiras do Tocantins, Tupirantins, Estreito, e Carolina no Maranhão e as Tls Apinajé e Krahô no Tocantins , e Krikati no Maranhão.
O consórcio Estreito Energia (oeste) é formado pela Belga Tractebel, subsidiária da francesa Suez, com 40,7% das ações, %, empresa do consórcio Alumar
Negocia carbono com o Banco Mundial, recebe financiamento do BNDES, Alcoa, com 25,49%, Vale do Rio Doce CVDR com 30%, tem financiamento do BNDES, Camargo Corrêa com 4,44% , recebe financiamento do BID, e do IFC.
Os empregados e as Ongs que acompanham o sofrimento dos desamparados diz: O consórcio Tractebel é composto por funcionários cruéis, falsificam documentos, laudos, maltratam os empregados não concluem a obra corretamente, trabalham sem qualquer supervisão.
07) Barragem Cana Brava – Minaçú-GO . Deixaram 700 famílias sem reassenta-mento rural.
Soltaram as águas soterrando 250 corpos, não retiraram os cadáveres e falsificaram a inserção de declaração falsa em cerca de 250 escrituras pública.
A empresa belga – Tractebel Energia desrespeita o Contrato Público N. 185/98.
Assinado entre a Tractebel Energia e a União Federal. Com a inércia dos Governos Federal e Estadual, a dita empresa , inundou 114.000 hectares de mata virgem .
Total do calote :R$.80.000.000,00 (Oitenta milhões de reais. Atingiu 114.000 mil hectares de terras particulares.
Perda total da madeira de lei e comum.
Não retiraram os animais.
Não realizaram o desmatamento. Toda a vegetação foi degradada
E mais. Para não reassentar essas 700 famílias, engendrou uma série de mecanismos para falsificar as 250 escrituras públicas dos cadáveres com o fito de excluir os atingidos.
08) Barragem Euclides da Cunha e Barragem Limoeiro (ASO) Rompimento 114 milhões de litros de água, ondas de 10 metros de altura seguiu cortando vastas áreas da floresta Amazônica
O operador sabia o que fazer; abrir as comportas, mas não tinha telefone para pedir autorização. “ Falta elaborar sistemas de operação em situação de emergência”.
09) Barragem Camará na Paraíba Obra sem (EIA/RIMA) Rompimento o produtor Aquiles Leal perdeu 12 hectares de cana de açucar e as fontes de água mineral da fazenda; cerca de 130 mil moradores dos municípios ainda sofrem com a falta de abastecimento de água, compram água a custo elevado abastece a caixa carregando a água de carroça.
Cinco pessoas morreram e 3 mil ficaram desabrigadas. A barragem sofreu outro desmoronamento 11 dias depois O Ministério Público Federal e Estadual, estudam as causas do rompimento.
No entanto, a execução da injeção de cimento foi incompleta, cuja ineficiência conduziu à ruptura da fundação, responsáveis , CRE Engenharia Ltda. e Andrade Galvão Engenharia Ltda.
10) Barragem em Aporé - GO Rompimento Parque Nacional das Emas ; barragem com irregularidade no projeto de engenharia, ondas inunda plantações e danifica casas , os moradores tiveram tempo de escapar das ondas.
A Usina de responsabilidade da - Espora Energética empresa de Goiânia. A destruição no local “foi total”. (EIA/RIMA) suspenso.
11) Barragem em Nova Lima – MG Rompimento da barragem de rejeitos de minérios da Mineração Rio Verde causou a morte de cinco pessoas além de danos ambientais ao distrito de São Sebastião de Águas Claras, em Nova Lima.
Com o rompimento, quase 600 mil metros cúbicos de rejeitos atingiu o córrego é uma área de proteção ambiental na região, houve a morte de 7 toneladas de peixe; crime contra a flora, fauna e unidade de conservação. Empresa responsável: Consórcio Mineiro de Engenheiros Consultores Ltda.
Dois engenheiros da empresa responsável foram presos.
12) Barragem do Rio Flores – MA Rompimento. Usada pela Vale do Rio Doce e, Alumar Alumínio. 91% da energia é usada no Maranhão, e 9% da energia é usada no Pará.
O deputado Manoel Ribeiro (PTB) fez duras críticas, à falta de manutenção nas comportas da barragem do Rio Flores, um dos problemas causadores das enchentes no rio Mearim. Ribeiro disse que há mais de 10 anos que ele vem alertando, na Assembléia, para o problema, mas nenhuma inspeção foi feita, o que tem causado vários transtornos aos maranhenses.
Manoel Ribeiro contou que a Barragem do Flores foi construída pelo ex-presidente José Sarney. "Desde lá não houve nenhuma manutenção. Era para o que eu chamava atenção? Para que essa barragem tivesse uma manutenção dos governos e que, no período de seca, abrissem a barragem. Com isso iríamos beneficiar os municípios ribeirinhos, porque ia povoar de peixes, uma vez que lá está cheio de peixes, e evitaria agora essa tragédia que caiu sobre municípios", afirmou. ,
Há cinco anos não é aberta. a barragem no Rio das Flores, afluente do Mearim.
O governo não manda ali: a barragem é controlada por uma cooperativa?. Dizem até que as comportas emperraram.
60 mil pessoas atingidas 10 mil pessoas estão em abrigos públicos, com ajuda humanitária, decretado estado de emergência.
Uma das comportas da barragem do Rio Flores foi aberta, a outra comporta estava emperrada por falta de manutenção. O lago gigantesco com 70 Km². transbordou inundando tudo através das ondas gigantes.
13) Barragem de rejeitos da Mineradora Rio Pomba Rompimento, atuam na extração do minério na região Companhia Brasileira de Alumínio, que faz parte o grupo Votorantin e a mineradora Rio Pomba Cataguases.
Despejou, segundo a estimativa da Defesa Civil de Minas Gerais, cerca de 2 milhões de metros cúbicos de lama de bauxita no rio Fubá, em Mirai.
Casas foram atingidas, e famílias do próprio município de Mirai e outros próximos, como Muriaé e Patrocínio do Muriaé ficaram desabrigadas.
Afirmaram que os rejeitos não são “tóxicos”, a quantidade de lama despejada é uma “sujeira concentrada” que interfere na composição do solo, prejudica a produção agrícola e aumenta as partículas em suspensão (quantidade de material sólido) na água, impossibilitando o tratamento eficaz nas usinas, ocasionando a falta de água para a população da região.
Em 2006 ocorreu o primeiro vazamento na mesma barragem. Em menores proporções. O acidente desabriga muitas famílias e deixou a população da região sem água durante dias. A Fundação Estadual do Meio Ambiente de MG entrou com processo para multar as empresas, de R$ 75 milhões .
14) Termelétrica no Ceará Uma ação tenta barrar na Justiça, o início das obras a ser construída no Pecém, Litoral Cearence ( a 60 Km.de Fortaleza). Motivo! Uso do carvão mineral para geração de energia, combustível fóssil poluente que ajuda a provocar o aumento do aquecimento global. É mais um empreendimento do grupo MPX, do empresário Eike Batista, que pretende instalar no país nove termoelétricas nos próximos anos, seis delas movidas a carvão. Além da emissão de gases e metais poluentes, a queima de carvão libera dióxido de carbono, o CO2: a energia solar (de 78 gramas a 217 gramas), a eólica ( de 10 gramas a 38 gramas) e a hidrelétrica ( de 4 gramas a 36 gramas).
O carvão é a opção hoje preferida por empresários por ser a mais lucrativa. A energia a ser produzida pela usina do Pecém, já foi comercializada pela MPX, em um leilão de energia promovido em outubro do ano passado, com um preço de R$125,95 por MWh
O Defensor Público Thiago Tozzi está movendo ação civil pública para anular a licença ambiental já concedida pela Semace - Superintendência de Meio Ambiente do Estado do Ceará.
A licença EIA/RIMA - impacto ambiental, produzido por empresa contratada pela MPX do Eike Batista é incompleta. Em uma região como o Ceará, onde não tem, muitas vezes, água suficiente até para o consumo humano, um projeto desses causará sérios danos especialmente sociais, na luta pelo direito a água”. O Sr. Eike Batista diz cinicamente: que está fazendo mais do que o dever de casa.O Sr. Eike Batista deve entender que tanto ele como seu pai Eliezer, já tiraram muito do Brasil, e devem deixar o cidadão brasileiro viver em paz.

“ REALMENTE O BRASIL VIROU A CASA DA MÃE JOANA AONDE TODOS MANDAM FAZENDO O QUE BEM ENTENDE; SÓ ESTÁ FALTANDO AÇÃO, POR PARTE DOS ÓRGÃOS PÚBLICOS “.

E o mais impressionante, é toda essa irresponsabilidade ser financiada pelo BNDES..

15) Rio Madeira – Amazonas - Ong Bank Track é uma Ong de inteligência financeira montada pelo WWF, Novib ( governo holandês) e Mott Foundation para descobrir falhas ou eventuais debilidades em financiamentos de grandes projetos de países do “Terceiro Mundo” e assim alimentar as campanhas movidas a eco dólares pelo aparato ambientalista contra esses empreendimentos.
No caso fica claro que poderosos interesses do Establishment anglo-americano, que financiam as Mega Ong como o WWF, Friends of the Earth e outras; querem impedir que o Brasil possa utilizar o imenso potencial hidrelétrico – e outros – da Amazônia e criar obstáculo ao próprio desenvolvimento industrial da regiãoApós a tragédia das cheias surgem as epidemias, as crianças são as maiores vítimas; além das epidemias, os mais pobres perdem os utensílios de suas residências, e ficam enfrentando uma situação penosa.

- Entre os impactos denunciados estão: solo empobrecido, contaminação dos riachos, destruição de nossa fauna e flora; expulsão das famílias do campo, prostituição, mudança na paisagem e, principalmente, doenças como hepatite e câncer.
- Antonio Maira da CPT, relata que nos últimos 10 anos o número de doenças e atendimentos em hospitais locais aumentaram.
- Há também uma preocupação em relação às áreas de preservação ambiental. De acordo com Antonio Maira, as empresas já falaram em bauxita dentro da Área de Proteção Ambiental da Serra das Aranhas.
E posteriormente, o Parque estadual da Serra do Brigadeiro.
Atualmente existem 42 processos de licenciamento da CBA e 11 da Rio Pomba Cataguases junto à FEAM que podem ameaçar a biodiversidade e as famílias do local na “ Zona da Mata”.

- Conforme menciona Antonio Vieira (Tonhão) membro do Fórum e representante da sociedade civil no Copam.
- “Queremos chamar atenção também para questão dos sentimentos das pessoas”. Um acidente como esse causa danos sentimentais irreversíveis.
- A maioria dos técnicos, ao licenciar um projeto, não leva em conta a biodiversidade e as famílias que vivem no local.
- Conforme o Movimento dos Atingidos por Barragens – MAB – Secretaria Nacional – Existem no Brasil aproximadamente 2.000 barragens .
- Para 2015 prevê a construção de mais 494 grandes barragens. Segundo a Eletrobrás também existe um potencial que poderá vir a ser explorado em PCHs ( Pequenas Centrais Hidrelétricas) em torno de 942 novas barragens.
- No governo Lula estão projetados a construção de mais ou menos 70 grandes barragens.
- Porém, os mesmos planos do governo em nenhum momento apontam o número de famílias atingidas, não existe nenhum estudo real por parte do Governo quanto ao número de famílias a serem expulsas mas o MAB possui estimativas de que este número chegue a 100 mil famílias expulsas pelos projetos do atual governo.
- Um milhão de pessoas foram expulsas de suas terras devido a construção de barragens. Isto corresponde a 300 mil famílias.
- Dados do MAB apontam que a cada 100 famílias deslocadas, 70 não receberam nenhum tipo de indenização.
- Devido a situação de abandono que ficam as famílias desapropriadas pela construção das barragens e hidroelétricas em suas áreas.
- A Secretaria Executiva da Rede Brasil Ong que monitora Instituições Multilaterais Fabrina Furtado.
- Querem que o BID e o BNDES responsabilizem as empresas pelos danos ocorridos.
- Há danos irreparáveis, salientou, as famílias estão se alimentando dos animais que ficaram ilhados.
- O Governo Federal tem facilitado de maneira nunca antes vista na história deste país, estes e outros processos de licenciamento. Como ocorreu no rio Madeira.
- Angra III, instalado em local de difícil escoamento em eventual emergência de contaminação falta planejamento estratégico de fuga.
- Na Transposição do Rio São Francisco. O IBAMA desmembrado em dois institutos deixando o novo IBAMA apenas com os papéis de fiscalização e licenciamento enquanto o novíssimo Instituto Chico Mendes para Conservação da Biodiversidade (ICM Bio) ficando apenas com a gestão da Unidade de Conservação.
- Esta divisão colocou todo o processo de licenciamento a cargo dos chamados técnicos, que têm uma visão predominantemente da engenharia, o que leva a crer que todos os licenciamentos a partir de agora serão concedidos, desde que seja possível colocar muito concreto de manteiga segura; segurança segundo o conceito dos consultores amigos dos empreendedores.
- Esta nova e triste perspectiva se deve ao enfraquecimento do Núcleo de Educação Ambiental – e de toda a Política Nacional de Educação Ambiental e ao distanciamento dos conservacionistas, agora no ICM-Bio.
Senhores Parlamentares, Mediante o desrespeito dos mineradores, inclusive sendo eles os responsáveis pelas construções das Usinas Termoelétricas como relato acima, mediante reportagem nos jornais, pesquisas, em depoimentos dos prejudicados, através das ongs. de apoio humanitário, o trabalhador assim como os desapropriados que ficam sem sua terra, sem direito a viver com dignidade, estão sofrendo tortura psíquica, física e moral. Como são pessoas humildes, de baixo poder aquisitivo, tornam-se indefesas perante os mega-empresários.
Fato que deve ser investigado. Além da crueldade aplicada, os responsáveis pela construção das barragens usam de péssimo conhecimento técnico nas estruturas das mesmas, vindo a ruir causando novamente danos morais, materiais e psíquicos na cidadania.

Com o meu respeito,
cidadã brasileira,
Marilda Oliveira
e-mail - Presidência - Senado – Câmara – Conama – Integração Nacional – IBAMA – Meio Ambiente - BNDES – MDICE – MJ. 

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Operação Condor, Ditadura,Tortura, Exclusão Social

A conduta dos jovens que lutaram contra os ditadores no Brasil que conseguiram acabar com a nossa democracia, impondo neste País um capitalismo globalizado que beneficia apenas os Oligarcas. — Estes jovens que enfrentaram o perigo dos homens pervertidos e sedentos pelo poder $cifras, que não permitem obstáculos em seus caminhos, executando aniquilando o obstáculo seja qual for. — A estes jovens que tentaram defender a Pátria contra os expropriadores inescrupulosos. A estes jovens que tentaram evitar a exclusão social. Deixo aqui a estes jovens brasileiros meus agradecimentos pelas tentativas. — Estes a meu ver foram e são, os verdadeiros Patriotas da Nação Brasileira; - lutaram em um período em que não sabiam que o mal  era muito maior do que imaginavam. Acredito, que se fosse hoje, aqueles jovens não teriam tanta audácia ao defender uma Nação aonde as corporações globais que apoiaram o Golpe, intimidavam o cidadão através da tortura.

Para os inescrupulosos Oligarcas tomarem o Poder, levaram muitos anos de preparo difamações, assassinatos e infiltração. Seria muito difícil, algumas andorinhas (como estes jovens) fazerem verão neste País promissor, quando uma minoria de Oligarcas expropriadores gananciosos a mais Poder, jamais permitiriam; — mas, estas classes dominantes que dominam o atual mundo capitalista globalizado, esqueceram-se do retorno de expropriar um povo-nação, um povo-democrático.

O objetivo da formação destas organizações (classes dominantes) é fundamental para mobilizar líderes políticos e econômicos ao redor do mundo, a fim de obter sua assistência em dominar o mundo inteiro.

A visão da Comissão Trilateral, em 1973, de uma "Nova Ordem Econômica Internacional" tem varrido o mundo como um furacão.

Como tem se saído a América nos últimos 25 anos? Como um país, financeiramente saudável ou que está à beira de um derretimento? Estas questões são exploradas, juntamente com alguns exemplos concretos de como a "lavagem de dinheiro" funciona.

Em 1978, a Comissão Trilateral sobre Washington revelou a estratégia global da Comissão Trilateral e é co-fundadores David Rockefeller e Zbigniew Brzezinski, em particular, desde que o raciocínio intelectual e estratégia política para a "Nova Ordem Econômica Internacional" têm tido um induzido salto quântico, muito acima da lei nacional, em uma posição elevada de fazer suas próprias regras, como eles querem.

Vemos algumas evidências diretas de tal atitude, por exemplo, quando o presidente Bill Clinton não teve nenhum escrúpulo legal particular (ou conseqüências) de dar (dinheiro livremente) para a secreta e avançada tecnologia de mísseis para a China comunista.

A reunião das elites empresariais no âmbito da Comissão Trilateral começou com nomes como Coca Cola, Ford Motor, Deere & Co., Hewlett-Packard, Cargill, Banco Chase Manhattan, motor Cummins, Texas Instruments, a Honeywell, a Bechtel Corporation, Weyerhauser, General Motors , Boeing, e muitos outros.

Hoje, vemos o mesmo tipo de maquiagem: Archer Daniels Midland (ADM), JP Morgan, Chase, Goldman, Sachs & Co., a Pitney Bowes, GE, Citigroup, American International Group (AIF), Bank of America, Xerox e Halliburton , só para citar alguns.

Em resumo, a pilhagem real da América começou com a fundação da Comissão Trilateral em 1973 e a consolidação do poder em 1976, com o domínio da Administração Carter.

Quando se começa a ver o padrão emergente, muitas perguntas não respondidas começam a clarear. Por que o presidente George W. Bush tão claramente quis eliminar a fronteira EUA / México? Por que a debandada de terceirizar os empregos americanos, até mesmo a dor dos nossos cidadãos?

Por que as pessoas ao redor do mundo intuitivamente odeiam a Organização Mundial do Comércio, NAFTA e o CAFTA? (A última questão sugere que os E.U. não é o único Estado Nação a ser saqueado nos dias de hoje.)

Pode-se protestar que o âmbito desta operação é muito grande e fantástico para ser real. A história está repleta de americanos magnatas monopolistas que tentaram obter uma alavanca para usurparem ainda mais através da venda dentro da sociedade.

Os monopólios são cegos para a política, salvo quando a política pode ser manipulada para criar ou alargar o monopólio.

A grande maioria dos americanos foram deixados completamente no escuro, porque a mídia americana, coletivamente inclinada em direção a globalização, tem sido dominada pelos mesmos globalistas que fundaram a Comissão Trilateral, em primeiro lugar: New York Times, Time-Warner, Chicago Sun- Times, Los Angeles Times, Foreign Policy Magazine, Comcast, CBS, Atlantic Media, a Rand Corporation, Washington Post, Dow Jones & Company, E.U. News and World Report todos têm representação direta na Comissão Trilateral.

A América está à venda. A venda está "debaixo da mesa", e o povo americano não consegue ver que está sendo vendido lentamente debaixo de seus pés, um pedaço de cada vez. A venda é enganosa, pois como a tinta vermelha cresce cada vez maior, o povo é informado por estes globalistas que os défices orçamentais e comerciais realmente não importa muito.

A venda é desonesta, porque foi planejada desde o início por grupos elitistas como a Comissão Trilateral, a torcer e manipular o sistema para seu próprio benefício.

O facto é que a espiral descendente financeira da América começou para valer logo após a Comissão Trilateral; — foi fundada em 1973 por David Rockefeller e Zbigniew Brzezinski, não é incidental.

As políticas que sustentou a "Nova Ordem Econômica Internacional" (a sua própria frase) destruiu os E.U.

A América está em uma situação muito grave e trepidante.

Nos últimos 30-40 anos, a América foi a mais forte e mais estável nação no mundo, mas poucas pessoas vão ver a verdade real , que realmente ela foi empurrada!

As nações estão se desintegrando financeiramente, enquanto as corporações globais crescem fantasticamente ricas.

O que estes jovens que lutaram no Brasil contra a ditadura, contra a exclusão social fizeram contra o nosso País-Nação?

O que estes Oligarcas, Coronéis, Barões, Militares e elite dominante fizeram contra o nosso País-Nação?

O que os E.U./Washington fez contra o nosso País-Nação?

Portanto, quem foi o causador da desintegração do nosso País-Nação e da não consolidação da nossa democracia e aumento da desigualdade social?

Portanto, temos que nos preocupar com o nosso País-Nação estando incluído estes jovens, que lutaram contra a mentirosa ditadura dos anos setenta; - mentirosa e vergonhosa, que obrigou de tão vergonhoso,o maior responsável ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, arquivar como secreto por cinquenta anos a verdadeira história do nosso País.

Quando o jogo baixo resvala e provoca o tiro no pé

Vai quebrar a cara quem pensa que queima os que lutaram contra a ditadura com risco da própria vida (Por Pedro Porfírio)

·        Grata, Pedro Porfírio por ter resistido e hoje nos dar  seu importante testemunho; — terminei de ler o seu livro, e em nome da nossa frágil República Brasileira agradeço pela sua brava atuação contra os ditadores, que infelizmente ajudaram os, e, expropriaram o nosso País. Fostes preso, torturado, conheceste o amargor dos porões da DOI/CODI, o amargor da tortura que doe a quem a lê, e na mais intensa dor, a quem dela participou; — pois sei, que no Rio de Janeiro era tão, ou pior a tortura e a repressão, comparando a São Paulo.
"Eu tinha 19 anos, eu fiquei três anos na cadeia, senador, e fui barbaramente torturada, senador. E qualquer pessoa que ousar dizer a verdade para interrogadores compromete a vida dos seus iguais. Entrega pessoas para serem mortas. Eu me orgulho muito de ter mentido, porque mentir na tortura não é fácil".
Dilma Vana Rousseff, 7 de maio de 2008, em resposta a uma pergunta estúpida o senador Agripino Maia, que emocionou a todos a acabou servindo para mostrar a simpatia do povo pelos rebeldes que se insurgiram contra a ditadura militar.

http://www.youtube.com/watch?v=bm4r_ISScUw
CLIQUE AQUI E VEJA A RESPOSTA QUE DEIXOU OS SENADORES NA SAIA JUSTA


Ao relembrar a jovem Dilma, a ÉPOCA acabou falando de alguém que arriscou a 

própria vida no combate á ditadura militar



Não fossem tão estúpidos os primatas mercenários que manipulam a mídia, saberiam eles ser elementar a regra de que a produção de matérias sob encomenda tende a ter o efeito do tiro no pé,principalmente quando o escarcéu transborda os decibéis do senso comum.

Sendo tão despreparados como são, tais figurinhas carimbadas desconhecem inteiramente elementos que produzem efeitos e reagentes opostos a seus propósitos maliciosos. Isto ocorre pelo vício do desconhecimento do contexto, pela insensibilidade em relação ao momento, pela rasa percepção ontológica e, pasmem, pela afronta deliberada às informações históricas.
Infelizmente - ou felizmente, eis o paradoxo sadio - essas lesmas mentais ainda têm a alimentá-las uma súcia de falsos profetas, impulsionados muito mais pelo excesso da carga de ódio inerente aos contendores sem causa e a má fé míope que não enxerga o abismo de suas atitudes mal pensadas.


·        Uma reportagem de cartas marcadas

Veja tudo isso com a clareza cristalina ao deparar-me com o último rebento do laboratório de placebos que uma gravidez mal sucedida deu à luz. Refiro-me, para ser mais preciso, à reportagem de capa da revista Época, destinada a 
Joseph Goebbels marqueteiro de Hitler
destilar uma paranóia que já não povoa o inconsciente coletivo, como 

naqueles tempos obscuros em que uma ditadura de trogloditas recorria à fórmula surrada de Paul Joseph Goebbels, o marqueteiro de Adolf Hitler, segundo a qual "uma mentira muitas vezes repetida torna-se verdade".

Não tenho a menor dúvida: essa reportagem sobre o passado rebelde da sagitariana Dilma Vana Rousseff quis alvejá-la no que poderia ser o esconderijo de alguns segredos comprometedores. Ela ficaria mal fita se a classe média que ainda paga R$ 6,00 por uma revista de conteúdo amorfo ficasse sabendo dos detalhes daqueles momentos em que a filhinha de papai trocou o conforto da vida burguesa, das festinhas prazerosas e da alienação compensada por uma proeza da qual não sabia se sairia com vida, ainda na flor da idade. 

·        Como se falasse de uma delinquente

Dispondo do acervo do lixo autoritário, a revista incursiona pela vida juvenil da rebelde d'antão como se estivesse falando de uma delinquente sem ideal, cujas práticas se assemelhavam a dos bandidos que nos assustam e nos ameaçam.
A intenção inegável da publicação da família Marinho é
Joe Walache  e Roberto Marinho
  • Jor Walache confessou: “Um acordo como o da globo com a Time-Life não é feito pensando no interesse nacional. São empresas pensando em como ganhar dinheiro e poder”

"alertar" a cidadania para os "riscos" de entregar a chefia do Estado brasileiro a alguém que, em sua juventude, mergulhou na "ilegalidade" e esteve "associada" a práticas nada amistosas para tentar derrubar o regime ilegítimo imposto pelos tanques e pela insanidade, que só não foi mais trágico porque o capitão Sérgio Ribeiro Miranda de Carvalho - o Sérgio Macaco - abortou o plano sinistro do brigadeiro João Paulo Burnier, então todo poderoso da FAB, que queria explodir o gasômetro junto à estação de trem da Leopoldina, provocar milhares de óbitos e culpar os comunistas.

Para os primatas que engendraram a matéria, com a fartura de informações sobre a Dilma rebelde estar-se-ia abalando sua meteórica ascensão, decorrente exatamente da incúria e da incompetência de uma oposição, cujos despautérios se converteram no elevador da candidata governista.

Não sei se tal travessura dá para rir ou para chorar. Pensar que o povo brasileiro vê como criminosa a meia dúzia de bravos que ousou expor suas vidas no confronto desigual e utópico contra uma tropa envenenado e maculada pelas práticas animalescas que hoje nega de pés juntos é demonstrar total falta de compreensão da alma humana.

·        Esquecem que Che Guevara é um grande ídolo

Se ser rebelde, se pegar em armas contra a tirania fosse mácula, Che Guevara 

Che (+)
não seria de longe o maior ícone da história, cujo rosto carismático é reproduzido por todos os cantos do mundo, despertando a incontida admiração não apenas dos afinados com seu poema escrito com o sangue do seu assassinato covarde, aos 39 anos de idade.

 Che Guevara, o grande rebelde do Século XX, é a imagem mais cultivada em adesivos, bandeiras e até Adicionar legendatatuagem de gente como a modelo Gisele Caroline Bündchen, que não tem nada de comunista ou subversiva.

Na prática, ao lembrar que a agora bem comportada Dilma Vana Rousseff já foi alguém que se alçou em armas contra uma implacável ditadura militar a mídia maniqueísta está resgatando a corajosa idealista que o mau tempo se encarregou de enferrujar. 

Os seres humanos, que se criam no culto aos heróis, que sabem da maldição dos audazes, como Tiradentes, jamais poderiam imaginar que essa Dilma que está aí, cheia de si, disposta a dar continuidade à alquimia do sr. Luiz Inácio, é alguém que já teve a vida por um fio, que pagou com a tortura mais cruel e o sofrimento do cárcere por que teve peito de enfrentar os brutamontes sádicos 
que um dia já saciaram suas taras sob a armadura de um regime de força, tão perverso que submeteu ao silêncio covarde e cúmplice essa mesma mídia que hoje quer cantar de galo.


·        Só para assustar os potentados

Pode até ser que essa matéria, manipulada segundo as mesmas técnicas da elegia inquisitorial, tenha a repercussão desejada como condimento de uma fritura que afeta meia dúzia de potentados, aqueles que estão apostando na candidata oficial como garantia de que continuarão tendo o melhor ambiente para a realização dos seus projetos empresariais. 

Pode ser, mesmo, que o objetivo da reportagem seja muito mais minar as pragmáticas relações do mundo do capital com esse modelo de poder que fez de um operário o mais abrangente condutor de um processo em que todos se sentem aquinhoados, mesmo que a alguns caiba o banquete das mais apetitosas iguarias e à grande maioria apenas a garantia de que não lhes faltará feijão no prato. 
Mas no grosso, como tenho dito exaustivamente em vão, essa armação será mais um ingrediente oferecido de mão beijada pelos desesperados oposicionistas à coroa que está vivendo sua primeira experiência eleitoral com o horizonte de uma vitória inevitável. Será um presente igual à provocação do senador Agripino Maia, um pulha de carteirinha.

Eu mesmo, que passei todos esses anos no sereno da indignação 
explícita, já disse e repito:
se for para voltar àqueles tempos em que o entreguismo e a corrupção eram protegidos à bala e à mentira, 
não contem comigo, nem com os parceiros que jamais contribuirão para um retrocesso sem dó, nem piedade. 

A nós interessa o passo à frente e mais nada.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

João Goulart filho, filho do Presidente João Goulart

QUE É BOM MERECE SER VISTO!!!


A Câmara Distrital pede urgente uma renovação.  

O nome de João Goulart Filho surge como uma das opções mais sólidas de escolha para uma vaga na Câmara Distrital 12012.
 Depois de ver este vídeo estou convencido que ainda existe esperança para a Câmara Distrital
 

João Goulart Filho ALGUEM DE PESO!!!

A Câmara Distrital pede urgente uma renovação.

O nome de João Goulart Filho surge como uma das opções mais sólidas de escolha para uma vaga na Câmara Distrital.

João Goulart Filho - Candidato a Deputado Distrital 12012.

O nome de João Goulart Filho surge como uma das opções mais sólidas de escolha para uma vaga na Câmara Distrital.

João Goulart filho, é filho do Presidente João Goulart e além de levar a política a sério, lema de sua campanha retratada por seu slogan “Política Séria tem nome”ele é daqueles personagens autênticos que lutam por um ideal de igualdade e justiça, motivo pelo qual as pessoas davam suas vidas em um passado não tão distante pelo progresso do país.

Um passado onde ainda existia credibilidade política e respeito pela mesma.

João Goulart Filho traz consigo vasta experiência em gestão pública, como presidente do Iterj assentou mais de 1000 famílias de pequenos agricultores dando a eles um lugar digno para morar e cultivarem suas terras.

Titulou o primeiro quilombo do Brasil e como Presidente do Banco da Terra deu credito a mais de 800 agricultores.

Como se não bastasse fundou junto com seu tio Leonel Brizola o PDT ainda no exílio, e aos 24 anos foi o deputado mais votado do Partido.

Morador de Brasília, João Goulart filho atendeu o pedido do seu partido, que viu a necessidade de colocar pessoas qualificadas para zelar pelo Distrito Federal com seriedade e responsabilidade.

Observa-se portanto, que João Goulart filho é sinônimo de credibilidade, surgindo como a opção mais certa e consciente para a Câmara Distrital.

Trata-se de alguém com ampla experiência política e administrativa que escolheu ser candidato a Câmara Distrital atendendo a pedidos, por que entende que a necessidade de trazer esperança para o povo do Distrito Federal passou a ser uma prioridade diante tantos escândalos e tão poucos progressos.

Página 64 obteve acesso a um trecho da produção do vídeo de João Goulart Filho que nos faz pensar que ainda existem pessoas preparadas e qualificadas para esta futura e nova gestão. O filme será publicado assim que finalizada a edição e será divulgado pela internet por meio de redes sociais.

Certamente João Goulart Filho pela sua transparência e seu passado, pretende honrar seu povo da mesma forma que seu pai honrou os interesses da nação Brasileira como Presidente da República.
Para ver o vídeo acesse o site do candidato abaixo.

Linha direta com João Goulart Filho 12012
61-81485002
Site de João Goulart Filho www.joaogoulartfilho12012.com.br


Marilda Oliveira
São Paulo - SP - Brasil

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Pacote de Natal presente de FHC ao povo brasileiro

FHC cortou 2 bilhões da área social para beneficiar empresários em leilão
— Em 1996 o governo sacrificou injustamente a vida do trabalhador brasileiro, cortando 2 bilhões da área social através do pacote de Natal, para emprestar cerca de 1.37 bilhão para que o grupo VBC (Votorantim, Bradesco e Camargo Correa), vencedor do leilão relâmpago de cinco minutos, realizado na Bovespa, passe a pagar "o preço" em suaves prestações e com carência de quase 20 anos? A Votorantim é de propriedade do empresário Antônio Ermírio de Moraes. Os outros três grupos inscritos para o leilão foram.: a belga Tractebel e a Light, empresa que é controlada pela francesa EDF (Élétricité de France) e as norte-americanas AES Corporation e Houston Industries Energy e o grupo brsileiro Oportunity, que não tinha ainda revelado seu sócio estrangeiro [.].


Em São Paulo David Zybersztajn arrecada menos de R$10bí o que valia mais de R$42bí
— Uma fábula em dinheiro! - Em São Paulo, as três hidroelétricas - CESP, Eletropaulo e Companhia Paulista de Força e Luz - privatizadas. Elas valiam 42 bilhões de dólares, mas o Governo paulista (O Tucano Covas) disse que só esperava arrecadar 10 bilhões com a venda. Para onde é que foi o restante do dinheiro? À frente deste negoção - as cifras são gigantescas: só a CESP operava 22 hidroelétricas que produziam 23% da energia gerada no Brasil; só São Paulo consomia mais energia do que todos os países do Mercosul juntos, fora o Brasil - Quem estava comandando tudo isto? é ninguém menos do que o genro do Presidente Fernando Henrique, David Zybersztajn, secretário estadual de Energia do Estado. Este é o segundo familiar de FHC envolvido em negócios suspeitos. O primeiro é a nora Ana Lúcia Magalhães Pinto, casada com Paulo Henrique Cardoso e indiciada juntamente com os irmãos donos do Banco Nacional, que já causou ao país um prejuízo de cerca de 10 bilhões de dólares. Depois do escândalo, Paulo Henrique arrumou uma separação com Ana Lúcia e passou a namorar Tereza Collor de Mello, viúva do irmão do ex-Presidente Fernando Collor de Mello.


O vendedor de Estatais Paulistas genro do FHC
— O vendedor de estatais paulistas, o secretário de Energia de São Paulo, David Zylberstajn, não foi apenas o genro do presidente Fernando Henrique Cardoso, mas também a principal estrela na equipe de governo de Mário Covas. Com um método pragmático e objetivo conseguiu reverter prejuízos crônicos das três estatais elétricas (Cesp, CPFL e Eletropaulo), que em 1996 registraram os primeiros lucros dos anos 90. Zylberstajn; — o lucro da Cesp (a maior das três), que ultrapassou R$ 200 milhões (pela correção integral na época 1996). —Mas nem tudo é céu de brigadeiro, existia uma dívida global de R$ 8,498 bilhões que precisaria ser paga(?), dentre as quais a maior de todas éra a da Cesp, de R$ 6,2 bilhões(?). Para auxiliar no alongamento deste débito foram lançados eurobônus de até R$ 700 milhões em abril. — O saneamento feito nas empresas entusiasmou os investidores estrangeiros que formaram dez consórcios para disputar as elétricas do estado, um ativo de R$ 22 bilhões. Discreto, moderno e bem relacionado, Zylberstajn conduziu como um maestro a tênue linha das vaidades pessoais, e conseguiu manter unidas as diretorias das estatais. 


Zylberstajn sabia é vender ou vender assim dizia Covas, Serra, e FHC
— O secretário corria contra o relógio e sabia que o êxito da gestão Covas estaria diretamente associado ao seu trabalho. É vender ou vender. Porque seria da privatização das elétricas (?)que viria o grosso dos recursos necessários para os investimentos diretos no Estado!: assim dizia Covas, assim dizia Serra, assim dizia FHC. — E o povo que sofreu e sofre as conseqüências.
— Mas, nós povo brasileiro, gostaríamos de saber Fernando Henrique/ Serra, aonde está o Ricardo Sérgio de Oliveira? Aquele que comandou a expropriação da Petrobrás, da Vale do Rio Doce, como Presidente do Banco Central, do BNDES, no limite da irresponsabilidade; - ele sumiu .... 
O povo brasileiro quer respostas da justiça para todas estas impunidades.


Algumas Privatizações no Governo Fernando Henrique Cardoso:

46 anos depois, a mentira está descarnada e apareceu a público, como um cadáver podre ao sol.

— A mentira iniciou pelos tecnocratas, tentando mostrar a cidadania e ao mundo, que as Forças Armadas queriam “libertar” o Brasil do comunismo, como se as reformas significassem um regime de opressão. — 46 anos depois, a mentira está descarnada e apareceu a público, como um cadáver podre ao sol. Só que ela, estragou esse país, fazendo-o ficar paralisado durante ano a fio. — O Brasil, durante os anos da ditadura, apresentava estatísticas com excelentes resultados, mas a realidade foi degradante. Dali, surgiram os seus principais problemas, principalmente os de comportamento humano. —As pessoas passaram a aceitar a safadeza, porque passaram a aceitar a mentira.
— A noção de corrupção dos Militares que ocupavam a Escola Militar, sempre esteve identificada com uma desonestidade específica: o mau trato do dinheiro público.— Reduzia-se a furto. Na perspectiva da caserna, corrupção era resultado dos vícios produzidos por uma vida política de baixa qualidade moral e vinha associada, às vésperas do golpe, ao comportamento viciado dospolíticos diretamente vinculados ao regime nacional-desenvolvimentista. A polícia se preocupava com os opositores à ditadura, não com os delinqüentes, fossem assaltantes de calçada ou ladrões de casaca. Tudo era secreto e a corrupção cresceu amparada no sigilo. A promiscuidade entre ministros e grandes empresários ou líderes sindicais se institucionalizou.

— Animado por essa lógica, tão logo iniciou seu governo, o marechal Castello Branco (1964-1967) prometeu dar ampla divulgação às provas de corrupção do regime anterior por meio de um livro branco da corrupção – promessa nunca cumprida, certamente porque seria preciso admitir o envolvimento de militares nos episódios relatados. Desde o início o regime militar fracassou no combate à corrupção, o que se deve em grande parte a uma visão estritamente moral da corrupção.

— Essa redução do político ao que ele não é – a moral individual, a alternativa salvacionista – definiu o desastre da estratégia de combate à corrupção do regime militar brasileiro, ao mesmo tempo em que determinou o comportamento público de boa parte de seus principais líderes, preocupados em valorizar ao extremo algo chamado de decência pessoal.

— Os resultados da moralidade privada dos generais foram insignificantes para a vida pública do país. — O regime militar conviveu tanto com os corruptos, e com sua disposição de fazer parte do governo, quanto com a face mais exibida da corrupção, que compôs a lista dos grandes escândalos de ladroagem da ditadura. Entre muitos outros estão a operação Capemi (Caixa de Pecúlio dos Militares), que ganhou concorrência suspeita para a exploração de madeira no Pará, Quem, nos anos de tudo proibir, investigaria as falcatruas na construção da ponte Rio-Niterói, que corriam de boca em boca nos anos 1970? A principal empresa construtora, Camargo Corrêa, é a mesma que, hoje, está sob investigação da Polícia Federal, suspeita de fraudes por superfaturamento em obras públicas, e os desvios da Rodovia Transamazônica, Castello Branco descobriu depressa que esconjurar a corrupção era fácil; prender corrupto era outra conversa: “o problema mais grave do Brasil não é a subversão. É a corrupção, muito mais difícil de caracterizar, punir e erradicar”.

— A declaração de Castello foi feita meses depois de iniciados os trabalhos da Comissão Geral de Investigações. Projetada logo após o golpe, a CGI conduzia os Inquéritos Policiais-Militares que deveriam identificar o envolvimento dos acusados em atividades de subversão da ordem ou de corrupção. Com jurisdição em todo o território nacional, seus processos obedeciam a rito sumário e seus membros eram recrutados entre os oficiais radicais da Marinha e da Aeronáutica que buscavam utilizar a CGI para construir uma base de poder própria e paralela à Presidência da República.



—O Presidente Castello Branco já tinha visto a realidade, e não viveu para contar a história.

— O Ato Institucional n.º 5, editado em 13 de dezembro de 1968, deu início ao período mais violento e repressivo do regime ditatorial brasileiro – e, de quebra, ampliou o alcance dos mecanismos instituídos pelos militares para defender a moralidade pública. Uma nova CGI foi gerada no âmbito do Ministério da Justiça com a tarefa de realizar investigações e abrir inquéritos para fazer cumprir o estabelecido pelo Artigo 8º. do AI-5, em que o presidente da República passava a poder confiscar bens de “todos quantos tenham enriquecido, ilicitamente, no exercício de cargo ou função pública”. — Samuel Wainer foi um jornalista judeu verdadeiro brasileiro, íntegro — foi fundador, editor-chefe e diretor do jornal Última Hora. — Originalmente um jornalista da esquerda não-comunista, ligado ao grupo de intelectuais congregados em torno da revista Diretrizes, Wainer era um repórter dos Diários Associados de Assis Chateaubriand, quando veio a entrevistar Vargas durante a campanha eleitoral de 1950, formando com ele uma amizade política, movida à base de interesses mútuos, que viria a resultar na criação do jornal Última Hora. — Até o golpe Civil-Militar de 1964, havia conseguido estruturar um verdadeiro império jornalístico, com várias edições regionais do seu jornal. Após 1964, apesar de um brilhante exílio dourado em Paris entre 1964 e 1968, teve seu patrimônio dilapidado pelas perseguições da ditadura, e acabou por vender a edição nacional do jornal Última Hora em 1972. — Em 1975, passou a residir em São Paulo, onde morreria, empobrecido.

— Para agir contra a corrupção e dar conta da moralidade pública, os militares trabalharam tanto com a natureza ditatorial do regime como com a vantagem fornecida pela legislação punitiva. — Deu em nada. Desde 1968 até 1978, quando foi extinta pelo general Geisel, a CGI mancou das duas pernas. Seus integrantes alimentaram a arrogante certeza de que podiam impedir qualquer forma de rapinagem do dinheiro público, através da mera intimidação, convocando os cidadãos tidos como larápios potenciais para esclarecimentos.

— A CGI atribuiu-se ainda a megalomaníaca tarefa de transformar o combate à corrupção numa rede nacional, atuando ao mesmo tempo como um tribunal administrativo especial e como uma agência de investigação e informação. Acabou submergindo na própria mediocridade, enredada em uma área de atuação muito ampla que incluía investigar, por exemplo, o atraso dos salários das professoras municipais de São José do Mipibu, no Rio Grande do Norte; a compra de adubo superfaturado pela Secretaria de Agricultura de Minas Gerais e as acusações de irregularidades na Federação Baiana de Futebol. Entre 1968 e 1973 os integrantes da comissão produziram cerca de 1.153 processos. Desse conjunto, mil foram arquivados; 58 transformados em propostas de confisco de bens por enriquecimento ilícito, e 41 foram alvo de decreto presidencial. Nos anos de tudo proibir, quem na Justiça, se atreveria a ter a independência do juiz paulista Fausto De Sanctis? — A alta rapina o transformou em especialista em “crimes de colarinho branco” e o levou a prender os banqueiros Daniel Dantas e Edemar Cid Ferreira.
Agora, prendeu quatro diretores da Camargo Corrêa, entre outros, além de quatro "doleiros"
esses banqueiros avulsos que movem bilhões.


— Não importa que chovam habeas corpus. Ou que rebaixem de posto o delegado que dirige o inquérito. Já não se pode proibir que se saiba do telefonema em que um diretor da construtora pede enviar dinheiro para o PMDB do Pará, na mesma época em que o Tribunal de Contas suspeitava de que a empresa superfaturara R$ 71,9 milhões em obras na Refinaria do Nordeste.

— Mas o fracasso do combate à corrupção não deve ser creditado exclusivamente aos desacertos da Comissão Geral de Investigações ou à recusa de membros da nova ordem política em pagar o preço da moralidade pública. A corrupção não poupou a ditadura militar brasileira porque estava representada na própria natureza desse regime.
— Estava inscrita em sua estrutura de poder e no princípio de funcionamento de seu governo.Numa ditadura onde a lei degradou em arbítrio e o corpo político foi esvaziado de seu significado público, não cabia regra capaz de impedir a desmedida: havia privilégios, apropriação privada do que seria o bem público, impunidade e excessos.

— A corrupção se inscreve na natureza do regime militar também na sua associação com a tortura – o máximo de corrupção de nossa natureza humana. A prática da tortura política não foi fruto das ações incidentais de personalidades desequilibradas, e nessa constatação reside o escândalo e a dor.— A existência da tortura não surgiu na história desse regime nem como algo que escapou ao controle, nem como efeito não controlado de uma guerra que se desenrolou apenas nos porões da ditadura, em momentos restritos.

— Ao se materializar sob a forma de política de Estado durante a ditadura, em especial entre 1969 e 1977, a tortura se tornou inseparável da corrupção. Uma se sustentava na outra.— O regime militar elevou o torturador à condição de intocável: promoções convencionais, gratificações salariais e até recompensa pública foram garantidas aos integrantes do aparelho de repressão política. Caso exemplar: a concessão da Medalha do Pacificador ao delegado Sérgio Paranhos Fleury (1933-1979). E a regra da ditadura passou à redemocratização. — A democracia não tocou no aparelho do Estado. Ao não reformá-lo, o deformou ainda mais nos 30 anos que nos separam da anistia política do final de 1979.

— A corrupção garantiu a passagem da tortura quando esta precisou transbordar para outras áreas da atividade pública, de modo a obter cumplicidade e legitimar seus resultados. —Para a tortura funcionar é preciso que na máquina judiciária existam aqueles que reconheçam como legais e verossímeis processos absurdos, confissões renegadas, laudos periciais mentirosos. Também é necessário encontrar gente disposta a fraudar autópsias, autos de corpo de delito e a receber presos marcados pela violência física. — É preciso, ainda, descobrir empresários dispostos a fornecer dotações extra-orçamentárias para que a máquina de repressão política funcione com maior precisão e eficácia. — A ditadura civil-militar brasileira teve vergonha de ser ditadura. Ela se dizia democrática e as atrocidades que cometeu foram documentadas. Duvido que os militares tenham documentado as atrocidades feitas. Mas, mesmo assim, o fato de que não quererem abrir os arquivos da ditadura significa que nem o que ficou documentado pode ser divulgado.

— A corrupção quebra o princípio da confiança, o elo que permite ao cidadão se associar para interferir na vida de seu país, e ainda degrada o sentido do público. Por conta disso,nas ditaduras, a corrupção tem funcionalidade: serve para garantir a dissipação da vida pública. Nas democracias – e diante da República – seu efeito é outro: serve para dissolver os princípios políticos que sustentam as condições para o exercício da virtude do cidadão. O regime militar brasileiro fracassou no combate à corrupção por uma razão simples – só há um remédio contra a corrupção: MAIS DEMOCRACIA .
— A história é para ser escrita através de documentos e de testemunhos os governantes devem ter uma postura firme, exigindo a obrigatoriedade de constar nos livros, a verdadeira história do nosso País.