sexta-feira, 25 de maio de 2012

Al Nakba - A CATÁSTROFE


Parte 1/2: 

Jacob David Blinder
Assistam aos dois filmes  transcritos (Al Nakba - A CATÁSTROFE). É imperdível!  Mostra como o sionismo se implantou na Palestina Histórica, expulsou os palestinos, tomou  terras e implantou através da força e de articulações internacionais nem sempre transparentes o país que se denomina Israel.
Parte 2/2: 

O mito sobre a construção do Estado de Israel.   a estratégia de limpeza étnica usada para constituir o estado judeu: o terror promovido por milícias sionistas, o massacre e expulsão da população não judia, a execução sumária de aldeões desarmados, a destruição das aldeias árabes. Quase 1 milhão de palestinos deslocados à força. Barbárie calculada.

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Aquecimento Global "A FARSA" - Palestra Prof. USP




"A FARSA" do Aquecimento Global 
Dr Prof. Ricardo Augusto Felicio 
O poder do Mito: Na ideologia do aquecimento global para influenciar as pessoas. Aqueles que sabem controlar os mitos sabem controlar as mentes das pessoas.
O planeta não é vivo. Vivo somos nós humanos.
Internacionalização: O que é meu é meu, o que é seu é nosso.
De quem é o IPCC? É DA ONU.........
CRÉDITOS DE CARBONO É UM MERCADO DE FUMAÇA >>>>>ISTO NÃO EXISTE. E o pior, quem estabelece o preço são os países desenvolvidos.
A ciência foi criada para sobrepujar a natureza e racionalizar o universo.
O clima é circular.
O gelo derrete e congela novamente.
O nível do mar continua no mesmo lugar.
Para derreter o gelo da antártica deve ter no mundo todo 50 graus de calor. 

Enfim...
Nada é do Brasil, enviamos minérios já lavados para a China. Em  troca a  China nos envia trilhos de trem. Será que é para a construção das ferrovias como pretende o Sr. Lermann da AMBEV?  É ridículo...

sexta-feira, 6 de abril de 2012

O circulo do ódio com a presença do Governador Tarso Genro por que será?

 O interesse dos gringos é apenas paralisar 
o progresso do Brasil.
Por Gelio Fregapani
     Cada vez com mais frequencia, surgem indícios de instabilidade institucional no País devido à ação dos desejosos de vingança contra os militares. Um grupo de jovens, possivelmente remunerados para isto, fizeram uma violenta manifestação em frente do Clube militar contra os antigos participantes da revolução de 64. O ato mais emblemático foi um escarro no rosto do velho herói da 2ª Guerra feito por um desvairado, talvez drogado.  O Gov. Tarso Genro estava lá, por que seria?
      O que realmente estariam querendo? Provocar uma briga? Pouquíssimos dos manifestantes teriam nascido por ocasião dos acontecimentos contra os quais se insurgiam agora. Certamente não sabiam que aqueles senhores arriscaram a vida há 50 anos atrás, quando ainda eram jovens, e que arriscariam novamente agora que só tem a perder um restinho delas, que eles tem experiência e seguidores. Deveriam saber que um confronto mais sério conduziria mais facilmente a um novo 64 do que a implantação de um utópico regime socialista, caso esse seja o ideal que buscavam.
      Se esse confronto já seria problemático em épocas normais, torna-se ainda mais preocupante em tempo de ameaças bélicas que podem nos encontrar divididos, portanto ainda mais fracos. Os clubes militares haviam anteriormente lançado um manifesto, fazendo o jogo dos provocadores. Retiraram-no a pedido, em nome da união, que faz a força.  Uma nação dividida não sobrevive às crises e pior ainda seria um Exército dividido. E a união (que faz a força) pressupõe disciplina e confiança no chefe. A Guerra Fria já terminou.
     Concordo que era difícil ter confiança num Chico Albuquerque (os militares sabem quem é), mas quando o Gen. Enzo declarou que não haveria punições, contrariando o partidário Ministro da Defesa, esvaziou a crise e se transformou de chefe em líder. Pode e deve ser seguido. Se o Exército for dividido, a nação se esfacela.
      Dividir-nos também é o real motivo das “exigências” da Comissão de Direitos Humanos da OEA, que se despreocupa com o que acontece na Colômbia, na Bolívia ou mesmo na prisão de Guantánamo, para focar os relativamente pequenos acontecimentos passados aqui há quase meio século, porque o alvo é o nosso País.
      O bom é ficarmos de novo todos juntos. Quanto a OEA, ONU e similares, melhor que nos retirássemos dessas organizações de fachada, feita para defender outros interesses, em detrimento dos nossos.  

Terrorismo- para entender
      Sempre considerei o terrorismo apenas uma tática, de efeitos semelhantes ao bombardeio aéreo: um crime, mas aceitável na guerra, como outros tantos. Agora uma “pérola” dos nossos legisladores/juristas: não será considerado crime quando exercido pelos movimentos sociais. E isto quando ainda NÃO estamos em guerra!
Tal como o bombardeio, o terrorismo só será considerado crime quando praticado por nós. Mesmo em tempo de paz.

O terrorismo no Jirau
      A construção da Hidrelétrica do Jirau, no rio Madeira está paralisada. Juntam-se contra ela os movimentos ditos sociais catalisados pelas ONGs internacionais, políticos sôfregos e espertíssimos, ambientalistas sinceros ou não, ribeirinhos deslocados, índios (de outras bacias) querendo tirar vantagem e principalmente os governos estrangeiros que formam o “estabelecimento” financeiro mundial. Modus operandi – Terrorismo e vandalismo
      Muitas de nossas autoridades acreditam que, apesar da importância da hidrelétrica para o Brasil, a paralisação seja resultado de disputa entre patrões e empregados em consequencia de más condições de trabalho ou de reivindicações sindicais. Não é! Verifiquei pessoalmente. O pagamento é bom e as condições de trabalho excelentes. O próprio sindicato não apóia as paralisações, mesmo sempre querendo mais, como é sua função.
      O vandalismo não é causado por uma revolta espontânea, pois trabalhadores não queimam seus documentos, seu dinheirinho guardado e suas televisões. Tampouco se improvisa gasolina suficiente para por fogo em um canteiro de obras do tamanho de uma pequena cidade.

GSI (gen Elito) e o relatório do Jirau agora caindo a ficha...
       Estrategicamente Jirau é apenas uma isca; se conseguirem criar um caos insuportável no Jirau, Belo Monte morrerá antes de nascer. Este é o verdadeiro objetivo do “estabelecimento” mundial, que está por trás de todo esse movimento.
      Então perderemos a batalha? Não necessariamente. A fórmula da vitória existe e é conhecida, faltando só a vontade de vencer. Quando voltei do Jirau o GSI (gen Elito) nem respondeu meu oferecimento para um relatório.  Agora talvez lhe tenha caído a ficha...
     
Para FHC, o importante foi a qualidade de vida (dos EUA, é claro)

Baha’is no Brasil, os lobos vestidos de branco !

  Recordando... FHC aderiu ao ambientalismo suicida. Sua última declaração: “O Brasil não precisa crescer com elevados índices como a China”.  A economia verde pode abrir caminho para o progresso”. Para FHC, o importante é “a qualidade de vida (dos EUA, é claro). Depois de ter impedido a construção da hidrelétricas se vangloria de ter conseguido uma redução do consumo de energia(durante o apagão).

Baha’is no Brasil, os lobos vestidos de branco !

No governo Lula os representantes do Brasil na ONU assinaram uma convenção internacional, que declara a independência administrativa, política, econômica e cultural das “nações” indígenas, que se tornariam países autônomos, com leis próprias, e nem mesmo as Forças Armadas  teriam o direito de entrar em seus territórios.
Não perceberam” que haviam cedido autonomia a 216 nações indígenas, que já detêm mais de 13% do território nacional? É difícil de acreditar. Celso Amorim era ministro das Relações Exteriores. Este é um dos motivos do baixo prestígio de Celso Amorim junto à cúpula das Forças Armadas.
       A Conferência do Meio Ambiente Rio +20, em junho fracassará.   Segundo o diretor da ONU que organiza o evento; o saneamento básico, principal interesse brasileiro, não mais entrará na pauta. O interesse dos gringos é apenas paralisar o progresso do País.
      A questão iraniana vai além da disputa geopolítica, da crise do dólar e do acesso ao petróleo. Está também vinculada à disputa na área farmacêutica, cuja indústria é dominada pelos EUA, França e Inglaterra. Forçado pelo bloqueio, o Irã investiu e desenvolveu nove das 11 drogas de combate a diversos tipos de câncer. O assunto “desenvolvimento nuclear” pode ser importante para Israel, mas para os EUA é pretexto.
      O tema dos direitos humanos vem sendo instrumentalizado contra o Brasil desde a década de 1970, no governo de Jimmy Carter, que o utilizou como parte da estratégia para  anular o Acordo Nuclear Brasil-Alemanha. Seus principais coadjuvantes: o cardeal Arns e o rabino Sobel (aquele que rouba gravata) este com vínculos políticos nos EUA.

Conselho Mundial de Igrejas (CMI)
      Por detrás do projeto, estava o Conselho Mundial de Igrejas (CMI), órgão que, sob a fachada da integração religiosa, oculta as altas funções que executa como integrante das redes mais intervencionistas do aparato de inteligência anglo-americano. (Gelio Fregapani)
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Nota minha: Henry Sobel o ladrão de gravatas
O rabino Henry Sobel era simplesmente o líder incontestável do judaísmo no país. Ainda mais: gozava de prestígio e admiração de líderes das mais diversas religiões, e por isso mesmo era convidado a cultos ecumênicos e movimentos de paz. Em obediência a CMI (cumprindo os interesses da ONU), em plena ditadura militar, conduziu, com Dom Paulo Evaristo Arns, um culto ecumênico lembrando a morte do jornalista Vladimir Herzog usando o termo ("suicidado" pelos militares). O ato foi a primeira grande manifestação contra o regime militar (1964-1985) na década de 70. Em 2006, teve um encontro com o Dalai-Lama, e esse ano foi convidado para o encontro de líderes religiosos com o papa Bento 16. O cara é um ícone de religiosidade, certo? E religiosidade rima com bondade, certo? É aí que pode ter início nossa história.
Em 2003, após o assassinato do casal de namorados Liana Friedenbach e Felippe Caffé, Sobel declarou na televisão ser a favor da pena de morte: "O judaísmo condena categoricamente a pena de morte. Mas, na qualidade de pai, defendo a pena de morte em casos excepcionais", disse. Ele foi duramente censurado. Dias depois, teve de se retratar publicamente. O episódio mostrou explicitamente um conflito emocional entre o homem público e o privado, o ícone versus o ser humano. "Na hora de intensa emoção, fiz a declaração. Não estou arrependido, era o que sentia. Quero que a sociedade compreenda minha revolta", disse Sobel, que celebrou o Bat-Mitzvá da garota e o casamento dos pais dela.
Após isso, quantos sapos mais ele teve de engolir? Quantas vezes teve de formatar suas idéias ao pensamento que a sociedade espera de uma pessoa em sua posição? Não estou querendo aqui dar uma de advogado. Quanta gente vive sendo tolhida e não sai por aí extravasando suas frustrações roubando? 
Estive pensando no drama que o rabino Henry Sobel está passando, detido na Flórida acusado de furtar gravatas, e a correlação com a questão do nosso mal não reconhecido, de que falamos recentemente.
Para quem não sabe, o rabino desempenhou um papel de destaque na "redemocratização" (usurpação/desnacionalização/entreguismo) do país, em companhia do então cardeal arcebispo de São Paulo, Dom Paulo Evaristo Arns, e do pastor James Wright. Os três religiosos, em 1975, quando o jornalista Vladimir Herzog foi assassinado nas dependências do Doi-Codi, celebraram um culto ecumênico na catedral da Sé que foi um marco na luta pelo fim da ditadura. O rabino é presidente do rabinato da Congregação Israelita Paulista, um dos líderes mais importantes da comunidade judaica brasileira.
Segundo seu médico: "Henry Sobel foi internado no Hospital Israelita Albert Einstein devido a episódio de transtorno de humor, representado por descontrole emocional e alterações de comportamento." 
O que levou esse homem de uma grande estatura moral a cometer um furto e passar por essa situação constrangedora? Penso que Sobel está passando por uma "enantiodromia".
Enantiodromia significa "passar para o lado oposto", literalmente "correndo no sentido contrário", referindo-se à emergência do lado inconsciente, não reconhecido, no curso da vida. (Bipolar/Safadeza/Entreguista BrasilxEUAxCMIxJudasxCulpa).
O clero e o patriarcado não resiste a meter a colherada na politica, em defesa dos partidos do capital. É por estas e por outras que a igreja não serve a igreja de Cristo, servem-se - e sem o menor pudor.

http://bilheteemresposta.blogspot.com.br/2011/09/regulamentacao-do-evangelismo.html

sábado, 31 de março de 2012

General Mourão Filho morreu em 1972, sem conhecer o Lula...

 PARA NÃO PETISTAS E PARA PETISTAS TAMBÉM. VOCÊS NÃO ACREDITAM EM PREMONIÇÃO. LEIAM ESTE E-MAIL E ACREDITARÃO. AGRADEÇO A ATENÇÃO. VOTE BEM, NÃO VOTE NOS CANDIDATOS CORRUPTOS.
image
---------- Mensagem encaminhada ----------
Assunto: FW:Seg 26/03/12 12:20

Depoimentos de Magalhães, Adhemar, Lacerda e Juscelino sôbre a vitória da Revolução

 Leia, repasse e guarde o anexo é um Doc Histórico....

A Verdade que tentam esconder...


Tudo sôbre a VITÓRIA
DA CONTRA REVOLUÇÃO DE 1964.

Leia e repasse, principalmente,
aos jovens para que conheçam a verdade dos fatos.
Para que possam entender que as Forças Armadas foram obrigadas a intervir como último e único recurso a impedir a implantação 
no Brasil de uma Ditadura Comunista,
como a Cubana  e tantas outras.

Hoje negam como negam a existência de corrupção.
Suas armas ser SURDO, MUDO E CEGO.
Quem abrir a boca é justiçado como aconteceu ao Prefeito Daniel, e a tantos outros... 

MAGALHÃES
O Governador Magalhães Pinto, de Minas Gerais, liderou o grande movimento político-militar em defesa do regime democrático. Sem perder a serenidade um só momento, o dirigente udenista manteve o clima emocional, a união de Minas e a decisão de conquistar a vitória. Quando ela foi conquistada, declarou com exclusividade para “O Cruzeiro”:
O movimento restaurador da legalidade, que Minas tomou a iniciativa e a responsabilidade de desencadear, com o apoio de todos os brasileiros, em breve estará concluído com a formação de um Govêrno em condições de promover a paz, o desenvolvimento nacional e a justiça social. Belo Horizonte, 2 de abril de 1964.

ADHEMAR
O Governador Adhemar de Barros em entrevista exclusiva cedida a O Cruzeiro – a primeira desde a eclosão do movimento armado contra o govêrno do Sr. João Goulart –, disse que dará combate sem trégua aos comunistas, caçando-os onde estiverem, em qualquer ponto do território nacional. Visìvelmente eufórico, apesar do cansaço de muitas horas sem dormir, o Sr. Adhemar de Barros começou dizendo que o movimento revolucionário por êle comandado em São Paulo começou na noite de 31 de março de março, para valer.
– Quando vocês todos estavam dormindo, sonhando com a liberdade, nós já mandávamos os primeiros comunistas para a Casa de Detenção.
E frisou:
– Mas à velha Casa de Detenção, pois não têm mais direito nem à cadeia nova.
A Polícia de São Paulo – continuou – agiu com absoluta segurança, colaborando com o General Amaury Kruel, que desde o início estava integrado no nosso esquema de libertação nacional. Naquela altura, eu e mais seis governadores de Estado (Minas, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Guanabara, Mato Grosso e Paraná) já tínhamos pronto o decreto de beligerância que iria instaurar o primeiro govêrno brasileiro. Eu próprio redigi o manifesto que ainda se encontra em meu poder. Queria com isso comunicar ao Mundo que no Brasil ainda havia líderes realmente democratas que não toleram o jôgo vermelho.
O Brasil retornará agora à sua política internacional de apoio incondicional ao Ocidente. À sua política de livre iniciativa. Abandonamos o tripé instalado pelo Goulart. Tripé apoiado em órgãos espúrios como CGT, UNE, PAC, PUA e outros. No govêrno dele mandavam os pelegos, os estudantes vermelhos, os camponeses doutrinados e os escravos de Moscou.
Agora, caçaremos os comunistas por todos os lados do País. Mandaremos mais de 2 000 agentes comunistas – numa verdadeira Arca de Noé – para uma viagem de turismo à Rússia. Mas uma viagem que não terá volta. Que falem em democracia, agora, na Rússia.
Não deporemos armas enquanto não expulsarmos tôda a canalha vermelha. Caçaremos os mandatos de todos os parlamentares, governadores e prefeitos comunistas. Não mais permitiremos a infiltração no nosso meio, pois não podemos nos reerguer enquanto tivermos comunistas em nossos alicerces. Não aceito acôrdo de espécie alguma com comunistas.
Êles jamais quiseram reforma de base. O que êles queriam era fazer delas escudo para a reforma da Constituição. Mas nós não o permitimos. Agora terminou tudo. O Presidente Mazzilli vai revogar todos os decretos espúrios (SUPRA, aluguéis, encampações etc.). A SUPRA é uma entidade comunista.
Nós começamos em 60 muito mal (refere-se a Jânio) mas, graças à Virgem Maria, dois jotas nós já conseguimos derrotar. Agora só falta o terceiro (JK), que sempre foi o principal conselheiro de Jango. Quando êste procurava o caminho democrático, êle colocava lenha na fogueira. Os três jotas estavam unidos para derrotar a Democracia.
Voltamos ao poder para pacificar. Não quero nada. Apenas a democracia autêntica, sem receber ordens de Moscou.
Vamos começar imediatamente o expurgo dos comunistas. Darcy Ribeiro, Jurema, Valdir Pires, Ryff, Pinheiro Neto, Eloy Dutra e outros canalhas.
Finalizando disse: Goulart bolchevizou a família brasileira. Mandou mais de 11 mil estudantes paulistas fazerem cursos comunistas na Rússia. Agora, vou mandar os comunistas falar em liberdade em Moscou.

LACERDA
Antes, durante e depois da crise, o Governador Lacerda estêve no centro dos acontecimentos. E, como é de seu feitio, pronunciou-se diversas vêzes com a maior veemência. Na tarde do dia 1º de abril, anunciando ao povo a vitória das fôrças comandadas pelo General Olímpio Mourão Filho, o Governador da Guanabara fêz declarações através do rádio, declarações que constituem verdadeira súmula do que êle dissera até então.
Depois de se dirigir às donas de casa, pedindo-lhes que se mantivessem calmas, o Governador passou a analisar o Sr. João Goulart, seu Govêrno e as causas que determinaram a necessidade do seu afastamento. De herdeiro de alguns hectares de terra, transformou-se, em poucos anos, em proprietário de mais de 550 mil hectares – uma área igual a quatro vêzes e meia o território da Guanabara.
E prosseguiu: Associado do Sr. Wilson Fadul (que por isso foi ser Ministro da Saúde, e não porque seja um cientista), em quatro anos, com dinheiro do Banco do Brasil, e com dinheiro cuja origem não explica, o Sr. João Goulart transformou-se num dos homens mais ricos dêste País, com três bois por hectare em suas fazendas.
O Sr. João Goulart é um leviano que nunca estudou – e não estudou porque não quis, não é porque não pôde. E agora, no Govêrno do País, queria levar-nos ao comunismo.
Explicando que discordara da investidura do Sr. João Goulart na Presidência da República, mas terminara aceitando-a, disse o Governador Lacerda: Eu o conhecia bem. Mas, como bom democrata, submeti-me à vontade da maioria, quando entrou em vigor a fórmula do Parlamentarismo. Mas o Sr. João Goulart não queria governar. Adulava, de dia, os trabalhadores que condenava ao desemprêgo, de noite. O Sr. João Goulart jurou fidelidade ao Parlamentarismo, para logo em seguida impor o plebiscito, e todo o povo votou. Eu não votei porque achava que o plebiscito era uma palhaçada, e repito que era.
Quem quiser fazer reformas deve ter a honestidade de dizer que as fará sem reformar a Constituição. Há necessidades de se fazer reformas, e eu acho que se pode fazer isso sem se mexer na Constituição. Mas o Sr. João Goulart não queria isso. Montou um dispositivo sindical nos moldes fascistas, com dinheiro do Ministério do Trabalho, dinheiro roubado do impôsto sindical, roubado do salário dos trabalhadores, para pagar as manifestações de banderinhas e as farras dos homens do Ministério do Trabalho.
Ao mesmo tempo, começou a criar dificuldades para a Imprensa, para os jornais, para o rádio e a televisão, iniciando um processo de escravização dos homens livres que fazem a imprensa do nosso País. Depois de criar as dificuldades, o Sr. João Goulart oferecia-se para resolvê-las, enquanto dava curso ao processo de entreguismo do Brasil à Rússia. O Sr. João Goulart foi o maior entreguista que já teve êste país.
Continuando seu discurso, acusou o ex-Presidente Goulart de iniciar o solapamento da autoridade militar, entregando os comandos militares a gente sem prestígio nas Fôrças Armadas. O desprestígio – disse Lacerda – atingiu a todos os setores do Govêrno, os Ministérios Civis e a própria Casa Civil da Presidência, onde estava Darcy Ribeiro, um instrutor de tupi-guarani, que acabou reitor da Universidade de Brasília sem jamais ter sido professor.
Dizendo que os brasileiros honrados que votaram em João Goulart não tinham dado seu voto ao comunismo (portanto Jango enganou o povo), Lacerda fêz referências elogiosas aos Generais Castelo Branco e Mourão Filho, atacando em seguida o Almirante Aragão (sem condições para ser almirante), e aludindo ao Cabo José Anselmo: A Marinha é tão ruim que um cabo pode ser estudante de Direito. Em nenhuma Marinha do Mundo, nem nos Estados Unidos, nem na Rússia – um cabo tem tempo para estudar Direito. E o Sr. João Goulart acobertou, patrocinou, estimulou tôda essa gente, jogando marinheiro contra soldado, farda contra farda, classe contra classe, brasileiro contra brasileiro.
Assim, não era possível que Marinha, Aeronáutica e Exército suportassem mais tamanha impostura e tamanha carga de traição. E concluiu: Deus é bom. Deus teve pena do povo.

JUSCELINO
Dizendo que a legalidade é anticomunista mas não é antipopular, o ex-Presidente Juscelino Kubitschek, candidato do PSD ao Palácio do Planalto em 1965, afirmou em entrevista exclusiva a “O Cruzeiro” que a hora é de grandeza democrática, e que o Brasil precisa de reformas contra os privilégios e contra os extremismos. A palavra do líder que estêve, também, no centro dos últimos acontecimentos é decisiva para o desarmamento dos espíritos, agora que o País volta à paz e ao trabalho.
É com o pensamento voltado para Deus, grato à sua proteção ao Brasil e ao seu povo, que saúdo a nossa gente pela restauração da paz, com legalidade, com disciplina e com a hierarquia restauradas nas Fôrças Armadas.
No auge da crise, quando era próxima a possibilidade de derramamento do generoso sangue brasileiro, o apêlo à paz, com legalidade, disciplina e hierarquia, tinha de ser ouvido. E foi ouvido. A paz está mantida. A legalidade engrandecida. A disciplina e a hierarquia rejuvenescidas.
Mas do que nunca o Brasil precisa de paz: nos espíritos e nos corações. A mente clara, para pensar sem ódios e sem rancores. A convalescença terá de ser curta, sem radicalizações e sem ressentimento. Não manteremos a paz da Democracia representativa com sentimentos de vingança e rancores condenáveis.
A hora é de grandeza democrática. De grandeza da própria Democracia. De volta à rota do progresso pela criação da riqueza e da multiplicação das oportunidades de viver melhor. Sem progresso não haverá liberdade para alcançar a justa distribuição da riqueza. Continuaremos a socializar o escasso.
A paz não exclui, todavia, a vigilância democrática. O perigo comunista não estava, como se viu, no comportamento do povo e dos trabalhadores, ordeiros e democratas. O perigo comunista estava na infiltração em comandos administrativos.
A vigilância democrática não significa, porém, a oficialização em qualquer ponto do território nacional do liberticídio, do desrespeito às liberdades individuais e associativas. E muito menos daquelas liberdades que mais de perto se relacionam com as aspirações populares e com os direitos associativos, com os sindicatos libertados de influências políticas de cúpula.
A legalidade é anticomunista, mas não é antipopular. A legalidade democrática deverá estar aberta, em todos os seus canais de comunicação, ao livre curso dos debates.
A legalidade democrática abre também a possibilidade de recolocar o problema das reformas de base. As reformas realmente democráticas, dentro da ordem social e econômica. Reformas que elevem o padrão de vida do povo, nos campos e nas cidades, significando socialização da riqueza, com a preservação integral do princípio da propriedade privada, que cumpre estender e generalizar, dando prioridade aos que nada possuem.
Não temos dúvida em afirmar que a Democracia só será consolidada e enriquecida com a conquista permanente da devoção popular.
A legalidade democrática nos conduzirá às eleições. Será a continuidade do regime, já restaurado com a posse, pelo Congresso, do meu eminente companheiro de partido, o Presidente Ranieri Mazzilli. O ritual democrático está firme. É preciso, agora, que os fins que êle simboliza sejam realizados pela ação dos brasileiros lúcidos e tolerantes.
O Brasil das reformas é o Brasil democrático, contra privilégios e contra extremismos. É o Brasil sem frustrações. Esperançoso, rico e mais justo.

Os 40 do Forte Tomada do Forte de Copacabana foi decisiva para a vitória da revolução


 Leia, repasse e guarde o anexo é um Doc Histórico....

A Verdade que tentam esconder...


Tudo sôbre a VITÓRIA
DA CONTRA REVOLUÇÃO DE 1964.

Leia e repasse, principalmente,
aos jovens para que conheçam a verdade dos fatos.
Para que possam entender que as Forças Armadas foram obrigadas a intervir como último e único recurso a impedir a implantação 
no Brasil de uma Ditadura Comunista,
como a Cubana  e tantas outras.

Hoje negam como negam a existência de corrupção.
Suas armas ser SURDO, MUDO E CEGO.
Quem abrir a boca é justiçado como aconteceu ao Prefeito Daniel, e a tantos outros... 
O Cruzeiro - 10 de abril de 1964 - Edição extra 


Foto de Elias Nasser
Copacabana, Pôsto 6. A data é 1º de abril, mas, desta vez, o dia não é de brincadeiras. Assim, quando um grupo de carros particulares parou defronte à entrada do Forte de Copacabana e dêles saltaram quarenta oficiais armados, todo mundo viu logo que era pra valer. Principalmente o repórter de O Cruzeiro, que se encontrava numa janela do 3º andar do edifício onde funciona a TV Rio. Eram 12 horas e 30 minutos.
Vinte oficiais da Escola do Estado-Maior do Exército e vinte da Escola Superior de Guerra, chefiados pelo Coronel César Montanha de Sousa, tomaram pouco depois do meio-dia de 1º de abril, o Forte de Copacabana. A dramática operação foi considerada decisiva para a vitória das fôrças que se opunham ao Presidente Goulart. Chegando ao forte num grupo de carros particulares, os oficiais invadiram, atirando, o QG. Um oficial foi atingido na barriga. Imediatamente, uma ambulância do Hospital Miguel Couto, que acompanhara os carros, levou o ferido. Os outros se encaminharam para o portão do Forte, gritando: Não atirem. São dos nossos! O portão se abriu, houve apertos de mão e continências. Estava configurada a posição revolucionária do Forte de Copacabana.

São Paulo em guerra pela liberdade

 Leia, repasse e guarde o anexo é um Doc Histórico....

A Verdade que tentam esconder...


Tudo sôbre a VITÓRIA
DA CONTRA REVOLUÇÃO DE 1964.

Leia e repasse, principalmente,
aos jovens para que conheçam a verdade dos fatos.
Para que possam entender que as Forças Armadas foram obrigadas a intervir como último e único recurso a impedir a implantação 
no Brasil de uma Ditadura Comunista,
como a Cubana  e tantas outras.

Hoje negam como negam a existência de corrupção.
Suas armas ser SURDO, MUDO E CEGO.
Quem abrir a boca é justiçado como aconteceu ao Prefeito Daniel, e a tantos outros... 

O Cruzeiro - 10 de abril de 1964 - Edição extra 
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Reportagem do Bureau de O CRUZEIRO em São Paulo
Batalha da CTB acabou sem disparar um tiro
A Companhia Telefônica Brasileira foi ponto de uma pequena guerra particular. Trinta e dois homens estavam lá dentro. Os policiais se dispõem a invadir o prédio. Quando o conseguem, Nelson Gatto, a quem procuravam, tinha desaparecido. Antes, porém, houve isolamento da área, pedidos de jornalistas aos policiais superarmados em favor de Nelson Gatto, que é também jornalista, e tudo acabou sem que um tiro sequer fosse disparado. A CTB foi dominada.
Ruas interditadas protegeram os democratas
O problema dos transportes teve duas faces, durante a crise em São Paulo. De um lado, várias ruas da cidade foram interditadas ao trânsito, principalmente aquelas que davam acesso ou passavam bem próximas a lugares considerados de importância militar, como o Quartel General do II Exército e a Secretaria de Segurança Pública.
De outro lado, porém, meios mais rápidos de transporte foram utilizados para a movimentação das tropas, que tinham de atingir pontos estratégicos com rapidez, a fim de ganhar eficiência na operação de guerra. Tudo foi cumprido dentro de um plano rígido de segurança e de bom rendimento tático.
São Paulo viveu, assim, horas de guerra, ainda que não resultassem os movimentos e as medidas em nenhum choque verdadeiramente sangrento. O que havia de realmente desejado era que o País retornasse aos caminhos da Democracia e da paz. Isto foi conseguido.
Vitória da Democracia foi festa de todo o povo de São Paulo
As horas de angustiante expectativa, quando as notícias mais desencontradas eram ouvidas pelo povo paulista, terminaram em festa, com a notícia muita certa da vitória das fôrças democráticas.
O Governador Adhemar de Barros, que se mantivera sem descanso, sorriu satisfeito: a vitória da Democracia era, de certo modo, um pouco a sua vitória. Êle se pusera, desde o início, na posição de um batalhador irredutível de sua causa e São Paulo marchou coeso com êle, atendendo à sua palavra inflamada e patriótica.
Nas ruas, à hora final, o povo esteve presente, comemorando com papéis picados atirados do alto dos edifícios. De cada janela, pulava um coração paulistano ao mesmo compasso da alegria de todos os corações brasileiros que desejavam o retorno do País à ordem.

S. PAULO HORA A HORA
31 de março – de manhã – São Paulo amanhece sob a repercussão da manifestação dos sargentos e do discurso do Presidente Goulart na Guanabara e a notícia de mobilização em Minas Gerais. No Palácio dos Campos Elísios o clima é de nervosismo. O Governador Adhemar de Barros nega-se a falar à imprensa e mantém reunião secreta com o Deputado Ranieri Mazzilli, presidente da Câmara Federal. De prontidão e com tanques em fila no Ibirapuera, o II Exército não revela seus objetivos.
Muitas notícias continuam a chegar de Minas Gerais. A 4ª Região Militar teria deslocado suas tropas para a fronteira com o Estado do Rio. Anuncia-se manifesto do Governador Magalhães Pinto.
De tarde – Comenta-se no Palácio dos Campos Elísios que o Governador passara a madrugada do dia 31 em Belo Horizonte, com o Sr. Magalhães Pinto.
O Governador de Minas lança manifesto à Nação: o Presidente da República subverteu a disciplina e Minas se levanta para garantir a normalidade constitucional, diz. Correm boatos de que Minas se proclamaria território nacional livre com Constituição própria, inclusive. O Governador Adhemar de Barros afirma que não existe mais o regime federativo no País.
Nas ruas há um evidente nervosismo. As calçadas estão cheias de gente agitada que corre aos bancos, os quais, sem cobertura do Banco do Brasil, vão pagando cheques enquanto têm dinheiro e depois fecham suas portas. Com exceção dos bancos mineiros que fecharam as portas antes e se negaram a pagar. Apurou-se que assim fizeram por recomendação do Governador Magalhães Pinto.
Sabe-se que as tropas do Exército em Minas estão sublevadas. Chegam notícias dos deslocamentos de tropas da Guanabara para enfrentá-las. Teme-se o choque. O Governador paulista continua se recusando a falar. Igualmente o General Kruel, comandante do II Exército.
De noite – Às 19 horas o Governador ainda se recusava a falar, mas às 20,30 horas gravaria um vídeo-tape com uma declaração de apoio ao movimento de Minas. Antes, porém, de divulgado o documento de Adhemar, era Magalhães Pinto quem falava outra vez: Temos certeza da ajuda de São Paulo. Com São Paulo ao lado de Minas, a vitória será rápida.
Depois de incidentes com funcionários federais que queriam impedir a transmissão, a fala do Governador Adhemar de Barros foi, afinal, ao ar, por uma cadeia de rádio (mais tarde também de TV) às 22,30 horas.
Os policiais afirmam que vão invadir o prédio da CTB. Preparam-se, isolam a área, afugentam os curiosos, começam a entrar por uma porta lateral, armadíssimos. A rua está escura por causa do racionamento, a noite é de garoa e há um grande silêncio. Dezenas de jornalistas esperam em silêncio do lado de fora. Os minutos passam e não há tiros. Os repórteres intercedem em favor do colega, fazem apêlo ao Secretário de Segurança, o tempo passa, não há tiros, nem solução.
Pouco antes da meia-noite é divulgada a posição do General Amaury Kruel, comandante do II Exército: apóia o movimento de Minas Gerais, contra o jugo vermelho. Tendo-se o Exército mostrado aliado e não havendo nenhum outro incidente em todo o Estado, o Governador Adhemar de Barros tem agora um só ponto de resistência em seu território: 32 homens fechados dentro do prédio da CTB. As ordens de prisão a qualquer preço são renovadas. A adesão do Exército alivia evidentemente as expressões dos policiais.
Como há elementos do Exército dentro do prédio, a Secretaria de Segurança pede ajuda ao Exército para resolver a questão. Um tenente-coronel não identificado pelos repórteres chega ao prédio logo depois. Entra e não volta mais. Foi preso como refém, dizem os policiais. Um pelotão de soldados do Exército chega logo depois. Os soldados estão muito nervosos.
De madrugada – O tempo passa e a única notícia que se tem é de que o tenente-coronel não voltou mais ao andar térreo (o resto está tomado pelos que resistem). Anuncia-se a censura das estações de rádio, jornais e televisão. Baixada portaria a respeito, pelo Govêrno.
Eram 1,40 horas da madrugada quando a voz do Governador voltou ao ar. Informava que havia seis Estados sublevados para derrubar o Sr. João Goulart, a quem o Governador chama de ex-Presidente. Os Estados sublevados são Minas, São Paulo, Paraná, Goiás, Mato Grosso e Rio Grande do Sul. Anuncia a união do govêrno de São Paulo como II Exército.
Notícias de Santos – mais tarde confirmadas pelo próprio Governador – davam conta, pela madrugada, de que vários líderes sindicais haviam sido presos, o Fórum Sindical de Debates invadido e pôsto fora de ação pela Polícia Estadual.
Enquanto isso, mantinha-se o impasse na Telefônica. As luzes do prédio agora estão tôdas acesas, há boato de que os sitiados fugiram. O tenente-coronel ainda não voltou, ninguém sabe onde estará.
Às 3,30 horas o jornal Última Hora é cercado pela Polícia Estadual e, posteriormente, invadido sem resistência. Sua edição é impedida de circular e o jornal passa a ficar sob controle do Govêrno do Estado. Às 5 horas – quase claro – o tenente-coronel desce e informa: Nelson Gatto e seus homens fugiram. Presumo que fugiram pelo telhado. Não fui prêso por êles. Perdi todo êste tempo procurando-os pelo prédio sem os achar. O que os jornalistas concluíram, porém, é que o choque, que seria violento, foi contornado por conversações e dada a Gatto a oportunidade de evadir-se. A madrugada termina com a Polícia correndo para um prédio próximo, supondo que Gatto para lá tivesse passado e pretendendo ali cercá-lo novamente. Foram vãos seus esforços.
Manhã de 1º de abril – A chuva tantas vêzes anunciada pelo Sr. Adhemar de Barros chegou de duas formas: uma, natural, garoa fininha, bem paulista, molhando o asfalto das ruas; outra – aquela a que se referia o Governador – simbolizada pelos carros de tropas que se movimentavam em tôdas as direções e pelas metralhadoras e fuzis embalados. Foi sob as duas chuvas que o povo saiu às ruas, como todos os dias, para as fábricas, para os escritórios, para as lojas. Nisto São Paulo não se alterou. Apesar da tensão, da expectativa e da apreensão estampadas em todos os rostos, o povo foi trabalhar.
A primeira alteração notada na fisionomia da cidade foi congestionamento maior do tráfego nas imediações de quartéis, saídas para as rodovias, estações ferroviárias e outros pontos estratégicos, todos ocupados por soldados do Exército e da Fôrça Pública. Quarteirões inteiros estavam isolados e, em alguns pontos, armadas barricadas com sacos de areia e arame farpado.
O Palácio dos Campos Elísios estava isolado e protegido por um cinturão de segurança que abarcava quatro quarteirões em tôrno. O movimento de tropas do II Exército, iniciado às primeiras horas da madrugada, continuava. Pela manhã eram embarcados na Estação Roosevelt (Central do Brasil) duas dezenas de carros-tanques com destino ao Vale do Paraíba, já então sob o contrôle do II Exército. Apesar dessa intensa movimentação de tropas, a situação era de calma em todo o Estado. O Palácio dos Campos Elísios distribuiu comunicado do Governador Adhemar de Barros concitando o povo a manter-se em calma e, logo mais, por ordem do govêrno, eram requisitados todos os estoques de combustíveis.
Enquanto isso o QG do II Exército distribuía comunicado dizendo considerar muito boa a evolução dos acontecimentos, particularmente pelo número de adesões de Estados da Federação, com seus govêrnos e tropas militares nêles sediadas.
O Govêrno do Estado e o II Exército dominavam inteiramente a situação. Além do episódio da noite anterior, quando o Gen. Puertas e o Jornalista Nelson Gatto tomaram o prédio da Companhia Telefônica, não se verificou nenhum outro movimento de resistência ostensiva. Em Santos, porém, amanheceu paralisado o pôrto. A COSIPA, as indústrias petroquímicas de Cubatão e a Estrada de Ferro Santos-Jundiaí foram igualmente paralisadas pelo movimento grevista em solidariedade ao Sr. João Goulart. Grandes contingentes do DOPS e da Fôrça Pública ocupavam tôda a Baixada Santista e, por volta das 9 horas, choques da Polícia Marítima invadiram a sede do Sindicato dos Estivadores. Foram efetuadas detenções de vários elementos ligados aos sindicatos. Durante todo o dia seriam detidos mais de duzentos comunistas. Alguns dos mais ativos líderes sindicais desapareceram. A Alfândega e demais repartições federais foram ocupadas pela Polícia.
Ainda na parte da manhã foi aberto o voluntariado. Um no Ginásio do Departamento de Educação Física e Esportes, por um ex-comandante da Revolução de 32, Cel. Homero Silveira, e outro no local onde funcionava o escritório regional da SUPRA. Antes de ser transformado em pôsto para alistamento de voluntários, o escritório da SUPRA foi vistoriado por elementos do DOPS, que ali aprenderam material de propaganda da Reforma Agrária. No fim do dia, só no primeiro pôsto haviam-se apresentado mais de quatro mil voluntários.

A tarde começou com uma proclamação do Governador Adhemar de Barros. Como um só corpo. Como uma só alma, ergue-se a gente paulista, dizia o Governador, em sua oração transmitida pelo rádio, logo depois do meio-dia. O povo paulista, acrescentava, ergue-se mais uma vez na defesa dos ideais democráticos, na salvaguarda do valôres supremos de nossa civilização cristã. E mais adiante: Com o Exército, a Marinha, a Aeronáutica e a Fôrça Pública, com o apoio de tôdas as suas classes sociais, ressurge o São Paulo eterno para a eternidade do Brasil.
As constantes notícias difundidas pela Rêde da Democracia, que transmitia da Secretaria de Segurança Pública, informavam sôbre as adesões recebidas em vários pontos do País pelas fôrças contrárias ao Govêrno do Sr. João Goulart. O noticiário do Rio, ainda confuso, sem determinar exatamente a posição do I Exército, ainda causava alguma apreensão, principalmente o cêrco do Palácio Guanabara por Fuzileiros Navais. À medida que o tempo corria, porém, o otimismo aumentava entre as autoridades e transbordava para as ruas. O General Aldévio, em rápido encontro com a Imprensa, disse que movimento dessa natureza estava previsto nos planos Alvorada, Eclipse e Boreal, referindo-se à crise político-militar. Tais planos foram elaborados por uma equipe de técnicos estrategistas quando o general assumiu, em 63, a Pasta da Segurança. Sua confiança em que as autoridades paulistas e o Exército dominavam inteiramente a situação foi demonstrada pelo fato de serem retirados os carros blindados da Fôrça Pública, que haviam tomado posição em pontos estratégicos da cidade, pois a calma era absoluta. Outro fato que justificava otimismo: a solicitação de conferência feita pelo General Morais Âncora ao General Kruel. Êste já se dirigia a Resende, onde se realizaria o encontro para parlamentação.
Às 17 horas, havia intensa expectativa nas ruas. Logo, um boato lançado pela emissora que encabeçava a Rêde da Democracia, sôbre a renúncia do Sr. João Goulart, provocou uma explosão de contentamento, com a reunião imediata de várias autoridades no Palácio dos Campos Elísios, para festejar o acontecimento. Nas ruas centrais começou a cair uma outra chuva, desta vez de papel picado que caía em grande quantidade dos edifícios dos escritórios. Estudantes da Universidade Mackenzie chegaram a organizar uma passeata que percorreu as ruas do centro.
Essa manifestação quase gerou um incidente de graves conseqüências, quando o grupo de estudantes tentou manifestar o seu apoio ao General Kruel. Apareceram de repente na Rua Conselheiro Crispiniano, onde se localiza o edifício do QG do II Exército. Os soldados que mantinham guarda chegaram a apontar as suas armas, mas logo tudo se esclareceu. E os estudantes continuaram em sua passeata, dando vivas à democracia e à liberdade e aplaudindo os carros blindados da Fôrça Pública que passavam de volta ao quartel.
Nos jardins dos Campos Elísios, tomados pelo povo e por autoridades, o clima era de euforia. O Governador Adhemar de Barros saiu e, logo após, fazia uma proclamação conclamando o povo a não se exceder em manifestações, pois considerava cedo para se festejar a vitória de uma luta que mal começou.
- A erva daninha da infiltração comunista – disse – continua entre nós. Só haverá vitória, realmente, quando vencermos a resistência dos que, da retaguarda, impulsionaram as autoridades federais. E mais adiante: - A vigília não pode terminar. É preciso evitar a guerra civil dos desesperados. Mantenhamos alerta permanente. Agentes de Pequim, Moscou e Cuba não se entregaram ainda, mas nós vamos caçá-los de agora em diante.
A fala do Governador e, mais tarde, o desmentido da renúncia do Presidente, foram como água na fervura. E a noite desceu sôbre São Paulo. Com uma constante e fria garoa.

Os constantes comunicados das autoridades estaduais e do II Exército, dando conta da marcha dos acontecimentos em todo o País, deixavam claro às primeiras horas da noite que o movimento iniciado em Minas Gerais estava vitorioso. A única nota dissonante (e isto não era notificado) era a tomada de posição de Brizola no Rio Grande do Sul.
Antes da meia-noite, o General Kruel voltava a São Paulo, vindo de Resende, onde fôra triunfalmente recebido pelos cadetes de Agulhas Negras. A conferência com o General Morais Âncora não chegara a se realizar, pois o I Exército aderira quase totalmente ao Gen. Kruel.

A madrugada chegou com a notícia da viagem do Presidente Goulart para Pôrto Alegre, onde assumiria a resistência. E a madrugada trouxe mais uma notícia importante: o Sr. Ranieri Mazzilli é o nôvo Presidente do Brasil, por decisão do Congresso Nacional.
E a garoa continuava a cair sôbre a calma da cidade.